Retire a pedra de tropeço

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Se o teu olho te escandalizar,arranca-o e lança para longe de ti.
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domingo, 17 de agosto de 2014

A GUARDA DO SÁBADO É MANDAMENTO VIGENTE PARA O CRISTÃO?

“Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas”.
 “Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou” (Ex 20.8-11).
 Com base nessa passagem e outras do Antigo Testamento, os adventistas do sétimo dia e outros adeptos do sabatismo, insistem em ensinar que o sábado é um mandamento vigente para o cristão e, portanto, ele deve guardá-lo.
 Segundo os adventistas, o sábado é o sinal de Deus e o domingo é o sinal da besta.
 Ellen White, a profetisa do adventismo fez a seguinte declaração: “Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna” (Testemunhos Seletos).
 Em outras palavras ela está dizendo que a salvação da pessoa não depende de Cristo, mas sim se ela guarda ou não o dia de sábado.
 Ora, será que o sacrifício de Jesus não foi completo? Afinal, quem é que nos salva: Jesus ou a guarda do sábado?

Acerca desse assunto Paulo já advertia as igrejas da Galácia quando disse:

“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema” (Gl 1.6-9).

A ETIMOLOGIA DA PALAVRA SÁBADO
Sábado: do hebreu Shabbat, “sábado”, shabat, “cessar, desistir, descansar”.

ALGUMAS RAZÕES PORQUE O CRISTÃO NÃO DEVE GUARDAR O SÁBADO

1 – Deus trabalhou no dia de sábado.
“E havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito descansou no sétimo dia de toda a sua obra que tinha feito” (Gn 2.2).

Este versículo mostra de forma inequívoca que Deus trabalhou no sábado. De outro modo, como pode alguém terminar sua obra, num determinado dia, sem ter trabalhado nesse dia?

Veja que o texto é muito taxativo ao dizer que: “Deus acabou no dia sétimo a sua obra que tinha feito...”.

Vejamos essa afirmação na língua original.

“Vayekal ‘Elohiym “e terminou Deus” Bayyom “no dia” Hashebiy’iy “o sétimo” Mela ‘kto ‘asher, “sua obra”.

Estas palavras na língua original são claras e não deixam margem para dúvidas; Deus realmente trabalhou no dia de sábado.

O fato de em Êxodo 20.11 dizer que ele terminou a obra no sexto dia pode ser explicado através do costume judaico de arredondar os números. Visto que Deus trabalhou apenas parte do sábado, como podemos ver por inferência, o escritor arredondou o número dizendo que Ele (Deus) terminou no sexto dia a sua obra, quando na verdade, de acordo com Gn 2.2, Ele terminou no sábado, ou seja, no sétimo dia.

Por exemplo, Davi reinou sete anos e meio em Hebrom: “e foi o número dos dias que Davi reinou em Hebrom, sobre à casa de Judá, sete anos e seis meses” (II Sm 2.11).

“E em Jerusalém reinou trinta e três anos sobre Israel e Judá” (II Sm 5.5).

Ou seja, Davi reinou quarenta anos e seis meses. Mas, o mesmo escritor, em II Samuel 5.4 afirma que Davi reinou apenas quarenta anos. Ora tudo que ele fez foi arredondar os números de 40,6 anos para apenas 40 anos.

2 – A guarda do sábado não foi instituída por Deus antes da Lei

De acordo com os adventistas do sétimo dia, os cristãos devem guardar o sábado pelo fato dele ter sido instituído antes da Lei no jardim do Éden.

Refutação:
Não há nenhum versículo na Bíblia que apresente o sábado como um mandamento dado por Deus antes da Lei. Desde Adão até Moisés não há ninguém que tenha guardado o sábado. Nem Adão, nem Abel, nem Noé e nem mesmo Abraão, Isaque, Jacó ou José guardaram o sábado. Portanto, dizer que a guarda do sábado é um mandamento vigente para o cristão por ter sido instituído por Deus, antes da Lei, é no mínimo falacioso, pois, como temos visto, ele não tem respaldo nas Escrituras Sagradas.

O argumento de que Deus abençoou e santificou o sábado e por isso ele deve ser guardado pelo cristão.

“E abençoou Deus o sétimo dia e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera” (Gn 1.3).

Refutação
O fato de Deus haver abençoado e santificado o sábado não significa que o homem também deveria abençoá-lo e santificá-lo. Pois ao santificar e abençoar o sábado, Deus não disse que o homem deveria fazer o mesmo. Pelo menos não é isso que encontramos no livro de Gênesis. A razão de ele haver abençoado e santificado o dia sétimo está claro no próprio texto: “porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera”.

O argumento das duas instituições que atravessaram o Éden.

Outro argumento usado pelo mesmo grupo consiste em que, as duas únicas instituições criadas por Deus que atravessaram os portões do Éden foram: a guarda do sábado e o casamento.

Refutação:
No que diz respeito à instituição do casamento há uma ordem expressa de Deus tanto para o homem quanto para a mulher que diz:

“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24).

“Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?” (Mt 19.4-5).

Mas, quanto ao sábado, no livro de Gênesis e principalmente no capítulo dois, não há nenhum mandamento.

3 – O sábado foi instituído no período da Lei para ser observado pelos judeus e não pelos cristãos.

De acordo com Êxodo 31.13-17, a guarda do sábado foi instituída para os judeus, para os filhos de Israel e não para os cristãos (Êx 31.12-17).

4 – O Novo Testamento não faz menção a guarda do sábado como um mandamento vigente para o cristão.

Em todo o Novo Testamento não há um só versículo fazendo alusão à guarda do sábado como um mandamento vigente para o cristão ou para os gentios. Pra ser mais claro, dos 10 mandamentos apresentados em Êxodo 20, o único   que não é repetido no Novo Testamento é o que se refere a guarda do sábado.

Se a guarda do sábado é um mandamento estabelecido no Éden, e, diga-se de passagem, nesse caso é o primeiro de todos os mandamentos, conforme pensam os adventistas, pois até então nenhum outro mandamento ainda havia sido dado, porque somente depois de quase três mil anos, a contar do Éden até Moisés, ele é ordenado para ser guardado? E vale lembrar que ele foi ordenado exclusivamente para a nação do Israel (Êx 31.16,17). Pois, desde Adão até Moisés não vemos ninguém guardado o sábado. Nem Abel, nem Sem, nem Sete, nem Enos, nem Enoque, nem Noé, Abraão, Isaque, Jacó ou José. E no período da Igreja, ou seja, a partir da ascensão de Jesus, não temos na Bíblia, nenhum só versículo, que recomende a guarda do sábado para os cristãos. Se a guarda do sábado fosse, de fato, um mandamento para a igreja; porque nenhum dos apóstolos fez alusão a ele como um mandamento vigente para o cristão?

O argumento de que o sábado é um mandamento perpétuo

“Guardarão, pois os filhos de Israel, celebrando o sábado nas suas gerações por concerto perpétuo” (Êx 31.16).

De acordo com a interpretação adventista esse versículo ensina que o sábado é um mandamento que deve ser guardado perpetuamente ou eternamente, e, sendo assim, sua observância se estende também aos cristãos.

Sobre esse assunto assim diz o Dr. Paulo Romeiro e o renomado apologista Pr. Natanael Rinaldi:

Se somos obrigados a guardar o sábado pelo simples fato de ser denominado “estatuto perpétuo”, então somos obrigados também a:

- Guardar a páscoa – estatuto perpétuo (Êx 12.14)
- Lavar cerimonialmente as mãos e os pés – estatuto perpétuo (Êx 30.17-21)
- Celebrar as festas judaicas – estatuto perpétuo (Lv 23.14, 21, 31, 41);
- Subordinados ao sacerdócio aarônico – estatuto perpétuo (Nm 25.13).

(Desmascarando as Seitas. Natanael Rinaldi e Paulo Romeiro).

Mas é claro que essas observâncias não são levadas a sério pelos adventistas. Mas afinal, um mandamento perpétuo não é para ser observado?

A guarda do sábado, como dia de descanso, só teve validade até a cruz de Cristo. A partir daí o nosso descanso não é um dia, mas numa pessoa, Jesus. Entendemos que o homem precisa de um ou mais dia de descanso, mas isso não significa que tem que ser religiosamente no dia de sábado.

Quanto ao dia de culto ao Senhor, os cristãos não tinham um dia específico, sábado ou domingo. Lemos no livro de Atos que eles cultuavam a Deus todos os dias, sem exceção.

“E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração” (At 2.46).

Quanto a guarda do sábado pelos cristãos o apóstolo Paulo faz as seguintes advertências:

“Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco” (Gl 4.10,11).

“Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo” (Cl 2.16,17).

O argumento de que Paulo ensinou a guarda do sábado pelo fato de ir à sinagoga

O fato de Paulo ir à sinagoga no dia de sábado não significa necessariamente que ele estivesse ensinado que os cristãos devem guardar o sábado. Ele ia à sinagoga no sábado porque era nesse dia que os judeus se reuniam para o culto na sinagoga. Quando Paulo saia para pregar, o primeiro lugar que ele procurava era uma sinagoga. E, quando os judeus rejeitavam sua pregação ele se voltava para os gentios. Sua preocupação com a salvação dos judeus era tão grande que ele chegou a desejar ser anátema separado de Cristo se porventura isso pudesse salvá-los (Rm 9.1-3).

Por outro lado, Paulo usou várias estratégias para conduzir os homens a Cristo. Veja, por exemplo, o que ele disse a esse respeito:

“E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei” (I Co 9.20).

Reconsiderando a questão sobre a guarda do sábado, acho muito curioso que Paulo nada dissesse na assembleia reunida em Jerusalém para tratar de seu ministério (At 15). Pois foi uma excelente oportunidade para ele fazer referencia a esse tão “importante” mandamento. É também muito curioso Paulo não ter feito nenhuma menção sobre a guarda do sábado em suas cartas doutrinárias para as igrejas gentílicas. Ele não menciona a guarda do sábado como regra normativa para os cristãos de nenhuma igreja. Aliás, não foi apenas Paulo que cometeu esse “esquecimento”, mas todos os apóstolos que escreveram epístolas para os cristãos. Ninguém no Novo Testamento faz alusão a guarda do sábado como mandamento para os cristãos. Incluímos também Jesus, pois ele nunca ensinou esse mandamento.

A guarda do sábado foi mudada para domingo pelo imperador Constantino, por isso quem guarda o domingo esta adorando o deus sol.

Esse é outro argumento usado pelos adventistas, dizendo que o imperador Constantino oficializou a guarda do domingo.

Refutação
Pelo fato de Constantino ter decretado o domingo como o dia de descanso semanal, não significa que antes disso os cristãos guardavam o sábado e por ordem do imperador passaram a descansar no domingo. Pois não há uma só passagem no Novo Testamento que indique que os cristãos guardavam o sábado. Para eles todo dia era dia de cultuar a Deus.

Por isso reiteramos que Jesus é o nosso verdadeiro descanso e não o sábado ou o domingo (Mt 11.28-30).

De acordo com os adventistas o domingo é o dia do “deus sol”, logo quem guarda o domingo está cultuando e adorando o deus sol.

Essa acusação é infundada e maldosa. Pois a palavra domingo não significa “dia do sol”. A palavra é originada do latim “dies dominicus” que significa “dia do Senhor”. Pois foi nesse dia que conforme relatos bíblicos, o Senhor Jesus ressuscitou “E Jesus tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana...” (Mc 16.9).

A origem da expressão “dia do Senhor” pode ser rastreada e identificada por sua associação com o dia da ressurreição de Cristo. Embora no principio as reuniões diárias dos cristãos fossem feitas todos os dias (At 2.46), o domingo foi gradualmente se tornando o dia da adoração ao Senhor (At 20.7; 1 Co 16.2).
O relato de Atos 20.7 mostra que a prática da Ceia do Senhor era evidentemente uma característica própria da adoração no dia do Senhor. A coleta também fazia parte das atividades desse dia (1 CO 16.2).
Povos pagãos antigos reverenciavam seus deuses dedicando este dia ao astro Sol o que originou outras denominações para este dia, em inglês diz-se Sunday, e no alemão Sonntag, com o significado de "Dia do Sol". (Wikipedia).
Mas também Povos pagãos antigos reverenciavam seus deuses, dedicando o dia de Sábado ao deus Saturno, o que originou em inglês a denominação Saturn's day, posteriormente abreviada para Saturday, e no holandês Zaterdag, com o significado de "Dia de Saturno". (Wikipedia).
Por isso se alguém traduzir a palavra domingo do inglês, “dia do sol”, para classificá-lo como o “dia do deus sol” e, assim justificar uma falsa doutrina, esse alguém se for honesto deve também traduzir a palavra sábado não apenas do hebraico, mas também do inglês como faz com a palavra domingo. Pois o sábado em inglês significa literalmente, “dia de saturno”. Então devemos perguntar: os adventistas por descansarem no sábado estão adorando ao deus saturno?
É claro que não! Assim como o cristão que porventura descansar ou cultuar a Deus no domingo não está cultuando o “deus sol”, também o adventista que descasar no sábado, ainda que não exista mandamento no Novo Testamento para tal advertência, não estará adorando ou cultuando o “deus saturno”. E essa mesma regra vale para o cristão que descansar, adorar ou cultuar a Deus no domingo, ainda que não haja no Novo Testamento um mandamento para a guarda do domingo. Por isso, se a regra vale para o cristão, também deve valer para o adventista. Pois não pode haver dois pesos e duas medidas.
Portanto, se alguém disser que o domingo é o dia do sol e por isso quem descansa no domingo está adorando ou cultuando ao deus Sol, deve de igual modo dizer que o sábado é o dia de saturno e quem descansa no sábado está adorando ou cultuando ao deus Saturno. Visto que nenhuma dessas afirmações é verdadeira, o correto seria abandonar esse discurso falacioso e deixar cada um descansar no dia em que melhor lhe convier. Cada um é livre para escolher, de acordo com a oportunidade, o dia de seu descanso, como bem pondera o apóstolo Paulo:

“Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o SENHOR não come, e dá graças a Deus” (Rm 14.5-6).

 “Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco” (Gl 4.9-11).

“Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo” (Cl 2.16-17).

Essas palavras de Paulo são claras e não deixam margens para dúvidas de que a guarda do sábado não é um mandamento vigente para os cristãos. Na verdade o cristão não descansa em um dia, mas numa pessoa, a saber, no Senhor Jesus Cristo, Ele é o nosso descanso.

 Pastor Elias Soares de Moraes

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

QUAL A FONTE RELIGIOSA DOS ADVENTISTAS


Um problema sério a considerar, antes de entrar no mérito da questão, é indagar onde está a fonte de autoridade de um adventista. É muito bonito ler de alguém que argumenta sobre a autoridade da Bíblia com certa empáfia, soberba como se realmente a sua fonte de autoridade religiosa estivesse apoiada na Bíblia o que, entretanto, não corresponde à realidade dos fatos. E afirmo que isso não é declaração caluniosa, falsa, pecaminosa. Passemos então a considerar os fatos:


TRÊS TEORIAS SOBRE FONTE DE AUTORIDADE RELIGIOSA 

Existem três teorias sobre fonte de autoridade religiosa: a primeira é que o princípio de autoridade está na organização ou na Igreja (catolicismo); a segunda admite que a fonte de autoridade está no homem (racionalismo ou misticismo); a terceira é que Deus falou através de seu Filho Jesus Cristo, cujo registro infalível está na Bíblia (Hb 1.1-2). (O Caos das Seitas, p. 288, 1ª edição, 1970).
Em qual situação se coloca o adventismo? O adventismo vale-se da Bíblia, mas a atribuem aos escritos de Ellen Gould White o mesmo grau de inspiração dos escritores bíblicos. E isso é uma marca das seitas.

Acerca da Bíblia lemos, “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21).

Define-se como seita uma organização religiosa cujos ensinos repousam sobre a autoridade de um líder espiritual cujos escritos são vistos como sendo de valor igual ou superior a Bíblia e cujos ensinos estão em oposição às doutrinas bíblicas do cristianismo histórico. O problema central dessa definição de seita é que o líder “possui autoridade igual ou superior à Bíblia”. O líder ou a líder é visto como “profeta” ou “profetiza”. Desde que esse profeta ou profetiza é visto como canal de comunicação de Deus com os homens, os seus ensinos são tidos de autoridade inquestionável – são dogmas. A questão fundamental, quando tratamos com os sectários, é descobrir quem é o porta-voz deles. Enquanto os filhos de Deus têm a Bíblia como seu padrão exclusivo de fé e conduta, por meio da qual se decidem todas as questões religiosas, o sectário olha para os escritos do seu profeta ou profetiza.

O ADVENTISMO É UMA SEITA

À luz da definição da palavra seita, fica abundantemente claro que o adventismo do sétimo dia é uma seita e não uma igreja cristã ou uma denominação evangélica. A autoridade religiosa do adventismo do sétimo dia repousa sobre os escritos de Ellen Gould White, tida como a “mensageira do Senhor”. Ela é base da autoridade religiosa dos adventistas. “Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de seus servos e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos TESTEMUNHOS DO SEU ESPÍRITO. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao seu povo a respeito de sua vontade e da conduta que este deve ter”(Testemunhos Seletos. vol. II. pág. 276, 2ª edição, 1956). O maiúsculo é nosso.
Assim – pode-se afirmar que a fonte de autoridade adventista repousa sobre três palavras: ELLEN GOULD WHITE. 

JOSEPH SMITH E ELLEN GOULD WHITE

Fazendo um paralelo entre Ellen Gould White e Joseph Smith, em reclamar sua condição de profeta, afirma ele, textualmente, “Se qualquer pessoa me perguntar se eu sou um profeta, não o negarei, já que estaria mentindo se o fizesse; pois, segundo João, o testemunho de Jesus é o espírito de profecia. Portanto, se declaro ser testemunha ou mestre, e não tenho o espírito de profecia, que é o testemunho de Jesus, sou uma falsa testemunha; porém, se sou um mestre ou testemunha verdadeira, devo ter o espírito de profecia, e isso é o que constitui um profeta” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith , pág. 263). O grifo é nosso.

Joseph Smith, para se colocar como profeta, alega ter tido várias visões. A primeira delas, a mais importante, foi sobre a apostasia geral do cristianismo, quando Jesus lhe advertiu para “não se juntar a nenhuma igreja, pois todas estavam erradas e seus credos eram uma abominação a vista de Deus”. Foi avisado por Jesus para abrir uma nova igreja a que deu o título pomposo de Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (A Pérola de Grande Valor, pág. 56-57; 3 Néfi 27.8).
Os adventistas reivindicam para a sua profetiza autoridade religiosa igual à reivindicada por Joseph Smith Jr. dentro do mormonismo.

PARALELO ENTRE MARIA E EGW

Dentro do catolicismo existe um estudo teológico sobre Maria denominado Mariologia. Nos seminários adventistas existe uma matéria de estudo específico sobre ela. A apostila se denomina“Orientação Profética no Movimento Adventista”. A autoridade religiosa dela em livros, revistas da Escola Sabatina é tão grande que nem mesmo os escritores bíblicos alcançaram tamanha autoridade religiosa. Os comentários da revista da Escola Sabatina são feitos com transcrições dos livros dela. Da mesma forma como os católicos aceitam o dogma da autoridade Papal. Para alguém se tornar membro da Igreja Adventista é mister aceitar a infalibilidade de sua fundadora Ellen G. White. E não se diga que a comparação é absurda. Não pode alguém batizar-se na Igreja Adventista do Sétimo Dia senão aceitar que Ellen G. White tem inspiração divina igual a dos escritores bíblicos(Revista Adventista. Fev 84, pág. 37).

CANDIDATOS AO BATISMO

Na ficha de “Informações Sobre os Candidatos ao Batismo”, além dos dados pessoais do batizando, a pergunta de nº 18 registra:
“Crê no Espírito de Profecia? ____ Quantos livros já leu? ____ “.
Outra declaração comprometedora sobre sua infalibilidade:
“Por que Alguns Deixam de Ser Beneficiados pelo Espírito de Profecia”:
1. ...
2. ...
3. ...
4. O deixar de apreender a verdadeira natureza de seus escritosquanto à inspiração e a infalibilidade”. (Orientação Profética No Movimento Adventista, pág. 157)

Sem qualquer constrangimento afirmam:
“Ao passo que, apesar de nós desprezarmos o pensamento dos pioneiros, nós aceitamos como regra de fé a Revelação – Velho Testamento; Novo Testamento e Espírito de Profecia” (A Sacudidura e os 144.000, pág. 117).

AUTORIDADE DE PROFETISA

Disse ela: “Minha missão abrange a obra de um profeta, mas não termina aí” (Orientação Profética no Movimento Adventista, pág. 106). 
“Os livros do ‘Espírito de Profecia’ e também os ‘Testemunhos’, devem ser introduzidos em toda família observadora do sábado; e os irmãos devem conhecer-lhes o valor e ser impelidos a lê-los” (Testemunhos Seletos. vol. II, pág. 291). O grifo é nosso.
“Não são só os que abertamente rejeitam os Testemunhos ou que alimentam dúvidas a seu respeito, que se encontram em terreno perigoso. Desconsiderar a luz equivale a rejeitá-la” (Testemunhos Seletos. vol. II, pág. 290).
“Disse o meu anjo assistente. ‘ Ai de quem mover um bloco ou mexer num alfinete dessas mensagens. A verdadeira compreensão dessas mensagens é de vital importância. O destino das almas depende da maneira em que forem elas recebidas” (Primeiros Escritos, pág. 258). O grifo é nosso.

“Quanto mais o eu for exaltado, tanto mais diminuirá a fé nos Testemunhos do Espírito de Deus... Os que têm confiança posta em si mesmos, hão de reconhecer sempre menos a Deus nos Testemunhos dados pelo Seu Espírito” (Ibidem 292).

“Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de Seus Profetas e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos Testemunhos do Seu Espírito. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao Seu povo a respeito de Sua vontade e da conduta que este deve ter” (Testemunhos Seletos, vol. II pág. 276, 2ª edição, 1956).
No texto de Hb 1.1. onde consta, “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”, é mudado para indicar que hoje já não fala pelo mesmo meio, seu Filho Jesus Cristo, mas nos fala hoje de modo diferente, ou seja, pelos escritos de Ellen G. White. Deste modo, não devemos mais consultar a Bíblia quando quisermos ouvir a voz de Deus, mas devemos procurar entender Deus falar pelos escritos dela. Preferia que a chamassem de ‘A mensageira do Senhor’” (Review and Herald, 26 de julho de 1906).

AUTORIDADE RECONHECIDA 

Dizem os adventistas:
“CREMOS QUE:... Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação para os Adventistas do Sétimo Dia ...
NEGAMOS QUE: A qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas. (Revista Adventista, fev. 1984, pág. 37).

O que está dito pela Igreja Adventista do Sétimo Dia é muito sério. Afirmar que a autoridade dos escritos de Ellen G. White quanto à inspiração é igual a dos escritores da Bíblia, é chamá-los de infalíveis. Podemos escolher entre ler os escritos, por exemplo, de Paulo, através de suas epístolas numa das quais ele afirma: “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor” (1 Co 14.37) ou ler os escritos de Ellen G. White, acerca dos quais está escrito: “Embora os profetas da antigüidade fossem humanos, a mente divina e a vontade de um Deus infalível, estão suficientemente representadas na Bíblia. E o mesmo Deus fala por meio dos escritos do espírito de profecia. Estes livros inspirados, tais como O Desejado de Todas as Nações, O Conflito dos Séculos e Patriarcas e Profetas, são certamente revelações divinas da verdade sobre as quais deveríamos depender completamente” (Orientação Profética No Movimento Adventista, pág. 45). O grifo é nosso.

Ela ainda diz que “os livros do ‘Espírito de Profecia’ e também os‘Testemunhos’, devem ser introduzidos em toda família observadora do sábado; e os irmãos devem conhecer-lhes o valor e ser impelidos a lê-los” (Testemunhos Seletos, vol. II, pág. 291) (o grifo é nosso)

Duvidar de seus escritos é estar em trevas (Testemunhos Seletos, vol. II, pág. 291) e a compreensão de seus escritos decidirá o destino das almas (Primeiros Escritos, p. 258).
Imaginem os sabatistas reconhecendo a autoridade de EGW e terem de obedecer ao seguinte mandamento dela:
“Em resposta a indagações quanto à conveniência de casamento entre jovens cristãos de raças branca e preta, direi que nos princípios de minha obra esta pergunta me foi apresentada, e o esclarecimento que me foi dado da parte do Senhor foi que esse passo não devia ser dado; pois é certo criar discussão e confusão... Que o irmão de cor se case com uma irmã de corque seja digna, que ame a Deus e guarde os Seus mandamentos. Que a irmã branca que pensa em unir-se em matrimônio a um irmão de côr se recuse a dar tal passo, pois o Senhor não está dirigindo nessa direção” (Mensagens Escolhidas, vol. II, pág. 344).

A QUESTÃO DO SÁBADO NA VISÃO DE EGW

1. Os adventistas declaram que a equação: sábado = justificação pelas obras, atribuída aos observadores do Sábado, é falsa, caluniosa e pecaminosa (por ser mentira) espero que já tenham modificado tais alegações em sua literatura, se é que realmente amam a verdade e se batem pela mais elevada ética cristã.
Veja, você leitor, como os sectaristas pisam sobre a dignidade dos seus opositores. Não andarem conforme sua cartilha, são tidos como desonestos. Vejamos o que declarou Ellen G. White sobre a guarda do sábado:

“Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna”(Testemunhos Seletos, vol. III, p. 23 – 2ª edição, 1956).

Se uma citação não bastar, pois poderiam afirmar que somos injustos em tirar um texto fora do contexto, temos outras ainda em seus escritos. Escreve Ellen no livro O Conflito dos Séculos: “O sábado será a pedra de toque da lealdade: pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, traçar-se-á a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não o servem” (pág. 611, Ellen Gould White. Casa Publicadora Brasileira. 1971).

Nem mesmo o cancelamento dos pecados como afirma as Escrituras (1 Jo 1.7,9), têm certeza os sabatistas se não se viverem em harmonia com a lei de Deus, o que implica naturalmente, para eles, a guarda do sábado.

Eis o que ela declara no livro O Conflito dos Séculos:

“.... verificando-se estar o seu caráter em harmonia com a Lei de Deus, seus pecados serão riscados, e eles próprios havidos por dignos de vida eterna” (pág. 487, CPB-1971).

Será que isso é “citação desonesta de trechos isolados?” É difícil aceitar que líderes da guarda do sábado desconhecessem essas declarações de sua profetisa? E isso não é uma opinião isolada. Os supostos guardadores do sábado, raciocinam assim: o sábado não implica em justificação pelas obras, mas quem não guarda o sábado e crê que o domingo como “dia do Senhor” (Ap 1.10), tem o sinal da besta e será atormentado para sempre (Ap 14.9-11).

Enquanto isso, Paulo escreveu treze epístolas e em nenhuma delas recomendou, como necessário para a salvação, a guarda do sábado. Pelo contrário, combateu aqueles que guardavam dias para se justificar diante de Deus, afirmando que temia pela salvação deles, pois estavam aceitando outro evangelho.

“Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias (sábados), e meses (luas novas), e tempos, e anos (festas anuais). Receio de vós, que não haja trabalhando em vão para convosco” (Gl 4.9-11).

Também em Cl 2.16-17 Paulo declara, “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados. Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo”. E saiba que a palavra ‘sábados’ se refere ao sábado semanal.















* título original: “Uma carta não respondida” - (Esta matéria é de autoria do Pr. Natanael Rinaldi – numa resposta ao adventista, Azenilto Brito).