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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
RESPOSTA AOS ANTI-DIZIMISTAS
DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO? VERDADE OU INVENÇÃO.
Durante as minhas férias de junho de 2010 me deparei com um texto publicado no blog “Bereianos” (www.bereianos.blogspot.com), o qual já fora publicado em outro, “Voltemos ao Evangelho”, em que o articulista defendia que o dízimo não era uma prática neotestamentária. Após ler, decidi postar um comentário, o qual foi censurado e, consequentemente, não publicado no blog. Decidi, então, que escreveria meu comentário em um artigo para o meu próprio blog.
Já de algum tempo tenho ouvido e lido argumentos que dão conta de que o dízimo seria uma prática do Antigo Testamento, da “velha aliança”, do tempo da “lei”, e que tal teria sido abolido pela “graça”, não havendo respaldo no Novo Testamento para o mesmo.
Diante disto, comecei a me perguntar o por que desta rejeição a uma prática tão antiga na vida da igreja cristã. E quando falo antiga, me refiro aos primórdios do cristianismo. Sei que haverá quem objete dizendo que o cristianismo primitivo não tinha tal prática, mas isto não é verdade. Para defender esta tese, os proponentes manipulam exegeticamente dois textos neotestamentários (como procurarei demonstrar mais à frente), a saber, Mateus 23.23 e Lucas 11.42, e selecionam extratos convenientes dos pais da igreja a fim de passar pseudo-erudição aos seus argumentos. Não é proposta deste artigo examinar os pais da igreja, mas prometo um outro artigo mostrando que a prática do dízimo era comum igreja pós-apostólica.
Enquanto pensava sobre a razão desta onda de reação contrária ao dízimo só pude observar duas razões para a mesma. A primeira, diz respeito a cristãos sinceros, que estão cansados com os abusos e exploração financeira que algumas igrejas/seitas praticam (e.g. Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Mundial do Poder de Deus, Renascer em Cristo, e afins), e alguns pregadores, em particular, para manter seus programas televisivos megalomaníacos .
Contra estas práticas, irmãos sinceros, tementes a Deus, rejeitaram tais ensinos, mas por lhes faltar preparo, por não leitura da palavra de Deus ou mesmo não buscarem uma direção de Deus em suas vidas, passaram a interpretar os textos bíblicos não à luz da sua mensagem, mas à luz de suas revoltas contra os abusos. Daí, acabaram por jogar fora uma prática tão salutar e saudável da espiritualidade cristã.
A segunda razão para rejeição do ensino do dízimo encontrei nos corações avarentos, que amam o dinheiro e que, em nome da piedade, passaram a criar pseudo-exegeses para acalentar os seus corações pecaminosos, pois dão ao reino de Deus aquilo que é conveniente ao seu bolso. Espero que esta não seja a sua situação, que lê este artigo e que é contra o dízimo.
Pois bem, antes que partam para uma ataque ad hominem, permita-me dizer-lhe que sou pastor. Alguns, a partir de agora, dirão que sou suspeito para falar do assunto, pois advogaria em causa própria. Considero este tipo de argumento muito medíocre, pois o assunto não trata da nossa função, ou cargos ou qualquer outra coisa ligada à posição que ocupamos na igreja, mas de questões hermenêuticas que nos permitam o entendimento correto de passagens bíblicas.
Outra coisa que gostaria de registrar contra o argumento ad hominem é que durante toda a minha vida fui dizimista e defensor desta causa. Porém, nos anos de 2007 e 2008 fiquei sem pastorear por questões pessoais, e mesmo assim, continuei dizimista na igreja onde passei a congregar. Por fim, voltei a pastorear em 2009, e sirvo a Igreja Episcopal Carismática do Brasil, sem receber nenhum tipo de salário (por opção, enquanto foco esforços na implantação da Igreja em Brasília), e continuo dizimista de tudo o que recebo (como tradutor e revisor de livros para editoras evangélicas, como professor de teologia, como autor de livros, etc). Espero que estes pontos sejam suficientes para calar os que tentarem me acusar de defender o dízimo em causa própria.
Tendo estabelecido estas questões, proponho focar minha atenção na suposta análise exegética que encontrei no artigo supra citado no blog dos “bereianos”. O mesmo tomava o texto de Mateus 23.23 para dizer que o mesmo não fundamentava a prática do dízimo no Novo Testamento, mas que falava de uma prática da “antiga aliança”. Segundo o articulista (não lembro o nome, a única coisa que guardei na memória é que se trata de alguém desconhecido no meio teológico), Jesus teria ensinado a prática do dízimo, nesta passagem, porque estava falando com fariseus e, portanto, como uma prática válida para a “antiga aliança” que estava em jogo. Ainda, segundo o articulista, a “antiga aliança” teria acabado com a morte de Jesus, dando início à nova aliança, o tempo da graça (entendimento esse que se choca com Luc16;16 e Marc 1;14,15).
Confesso que ao ler isto fiquei estarrecido, pois nunca vi tamanha incompetência hermenêutica como neste caso. Os princípios mais básicos de interpretação textual foram jogados no lixo pelo argumento desta pessoa. Foi por isso que decidi postar um comentário, pontuando aquilo que via de errado no argumento e fiquei decepcionado pela censura.
Pois bem, vamos aos princípios negligenciados pelo autor.
- O primeiro princípio hermenêutico postulado por todos os teólogos conservadores (em oposição aos liberais e as hermenêuticas pós-modernas), é que a mensagem de um texto deve ser encontrada no eixo autor-comunidade primária. Aqui se encontra o primeiro erro daquele articulista, pois ele leu as palavras de Mateus 23.23 sob o eixo das personagens da narrativa-discurso, a saber, Jesus-fariseus. Aplicando o princípio hermenêutico, aqui, o texto deveria ser lido na perspectiva Mateus (autor do Evangelho)-comunidade cristã (a quem ele se dirige). Neste sentido, as palavras devem ser entendidas sob a ótica do autor, Mateus, que querendo das instruções à sua comunidade sob várias questões ligadas à nova vida dos convertidos (Mateus 28.20, onde “ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” se refere aos ensinamentos contidos no Evangelho do próprio Mateus, como veremos mais adiante), selecionou a cena em que Jesus ensinava aos seus discípulos sobre o que deveriam observar a fim de instruir sua comunidade, que era muito posterior à data da narrativa-discurso.
Permita-me ser mais claro. O articulista a quem critico tomou a narrativa-discurso para afirmar que Jesus havia instruído o dízimo ainda debaixo da “velha aliança”. Posso concordar com ele neste ponto, mas a narrativa, em si, foi escrita depois, já debaixo da “nova aliança”.
Quando que Mateus escreveu o seu evangelho? O debate acadêmico é grande sobre este ponto. Temos data de 50 à 70 depois de Cristo (há uns liberais que insistem com datas por volta de 90 à 110 depois de Cristo, mas, hoje, estas teses estão em descrédito na pesquisa acadêmica). Seja qual for a data (creio que possamos data-la em torno de 50 d.C.), todas elas apontam para o fato de que as palavras de Mateus 23.23 foram escritas já no tempo da “nova aliança”, visando instruir a comunidade a que se destina (que chamamos, tecnicamente, de “mateana”) sobre temas judaicos válidos para a igreja cristã, neste caso específico de Mateus 23.23, sobre o dízimo (falaremos mais disto no próximo ponto).
Creio que estas observações, acima, tenham sido suficientes para você, leitor, perceber o erro crasso cometido pelo articulista ao tentar descaracterizar o dízimo como observância da “nova aliança”. E espero ter demonstrado como devemos ler um texto na perspectiva autor-comunidade primária(que no caso aqui e representada pela igreja cristã).
- O segundo princípio hermenêutico básico diz que um texto deve ser lido à luz do seu contexto e, nunca, à luz de suas frases. Pois bem, este foi o segundo erro cometido pelo articulista. Ele isolou o versículo 23, criou um contexto imaginário de “velha aliança” versus “nova aliança” e desenvolveu uma argumentação falaciosa.
Mas antes de prosseguirmos na refutação, convém esclarecer o que se entende, em hermenêutica textual por “contexto”.
Infelizmente, muita gente entende que contexto era o que vinha sendo dito antes, e assim, limitam o contexto às palavras imediatamente anteriores e posteriores. Isto é outro erro crasso, pois o contexto refere-se à todo o discurso que antecede a passagem que, se quer analisar e as palavras que a seguem, dando-lhes sentido. Assim, por contexto temos que entender a mensagem do livro como um todo (contexto geral) até o momento da passagem em análise à luz do seu bloco discursivo (contexto específico).
Aplicando este princípio em Mateus, temos que o texto foi elaborado tendo 5 grandes discursos (5.1-7.27, 10.1-42, 13.1-52, 18.1-35 e 24.1-25.46) como sua estrutura fundamental. No fim de cada discurso aparece, em grego, sempre a mesma frase, kai egeneto hote etelesen ho Iesous, que significa, literalmente, “e aconteceu que disse Jessus..., o que indica marcação de discurso no Evangelho de Mateus, como muitos exegetas têm mostrado historicamente. Agora, chama a atenção que em Mateus 28.20 diga que na missão da igreja, “fazei discípulos”, esteja incluído o ensinara “todas as coisas que vos tenho ordenado”. Por que isto chama a atenção? Porque em 26.1, quando termina o quinto bloco discursivo de Mateus, se diz: kai egeneto hote etelesen ho Iesous panta tous logous, que literalmente significa: “e aconteceu que disse Jesus todas estas palavras/instruções”.
Diante do exposto, segue que, do ponto de vista estrutural da mensagem do Evangelho, o mesmo deveria ser lido à luz dos 5 blocos discursivos. E do que tratam estes blocos:
5.1-7.27: O cristão e a lei de Deus
10.1-42: O cristão e o compromisso missionário
13.1-52: O cristão e o reino de Deus
18.1-35: O cristão e a vida em comunidade
24.1-25-46: O cristão e o juízo de Deus
Uma série de questões hermenêuticas poderia ser levantada aqui, mas queremos nos ater à passagem de Mateus 23.23.
Como se pode ver, a mesma está entre os discursos catequéticos de 18.1-35 e 24.1-25.46, a vida em comunidade e o juízo de Deus. Tem sido observado por vários comentaristas que os blocos narrativos-discursivos que se colocam entre os blocos discursivos de Mateus servem para ilustrar o discurso anterior e preparar o novo discurso. Como exemplo, peguemos o nosso caso específico. O bloco de 18.1-35, que fala da vida em comunidade, fala em cuidar dos pequeninos e perdoar aos que nos ofendem. A primeira narrativa que segue a estas instruções é a questão do divórcio, onde o discurso se aplica em um caso específico. Já a ultima narrativa-discurso do bloco, 23.37-39 fala da oração de lamento e anúncio de juízo de Deus sobre Jerusalém. Então, começa o Sermão Profético (ou Escatológico, como alguns comentaristas prefere chamar). Creio que você tenha percebido a função destes blocos intermediários.
A nossa passagem pertence ao bloco intermediário que aponta para os exemplos da vida em comunidade e o juízo de Deus sobre a mesma. E de uma forma mais especifica, ainda, Mateus 23.23 se insere na narrativa-discurso que tem início no capítulo 23.1. O que caracteriza este bloco? Considerando que o ensinamento de Jesus sobre a comunidade cristã difere, em muito, do modelo farisaico, o que dizer do mesmo? Rejeitá-lo totalmente?
Observe que após identificar a si mesmo como o próprio Messias que os fariseus esperavam (22.41-45), o que lhe dava autoridade suprema naquilo que instruía, Jesus se volta para as multidões e os seus discípulos e lhes ensina que isto não significava desprezar o ensinamento dos fariseus, pois segundo Jesus, “Na cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e fariseus”. O que isto significa? Que eles eram intérpretes legítimos da Lei de Deus. Por isso, Jesus continua, “Praticai o que vos ordenarem”, o que se entende por serem eles (os fariseus), legítimos intérpretes. Porém, as multidões e os discípulos não deveriam imitar as suas obras, “pois dizem e não cumprem”. A partir deste momento, Cristo denuncia algumas de suas práticas (v.4-7); em seguida, passa a combater o mal que leva a hipocrisia, a soberba do coração, exortando a se sujeitarem ao Messias (v.8-12). Tendo dito isto, Jesus passa a ilustrar o que dissera sobre os fariseus: que devemos observar o que eles ensinam, mas que não deveríamos imitá-los em suas obras (v.13-35)
São sete ensinos, marcados por ouai, traduzido por “Ai”. Estes “Ai” são extraídos dos oráculos proféticos do Antigo Testamento que visavam anunciar o castigo de Deus sobre comportamentos pecaminosos. É dentro deste eixo “façam o que eles dizem, mas não façam o que eles fazem” e o sinal de castigo pelo comportamento errado que encontramos o “Ai” sobre o dízimo.
O que Jesus ensinou? O texto é muito claro, e o articulista a quem critico entendeu isto: Jesus estava validando o ensino dos fariseus sobre o dízimo, mas estava desautorizando a prática deles, pois davam o dízimo de tudo, mas desconsideravam coisas básicas que deveriam acompanhar a oferta: a justiça, a misericórdia e a lealdade. Os fariseus ensinavam que o dízimo era bíblico, mas entendiam que sua prática era suficiente para alcançar as bênçãos de Deus (algo parecido com o que se vê, hoje, nos discursos de Edir Macedo e companhia de falsos profetas), desprezando as coisas que deveriam acompanhar a prática do dízimo, justiça, misericórdia e lealdade. Após criticar esta atitude, Cristo termina dizendo: “devíeis, porém, fazer estas coisas (justiça, misericórdia e lealdade), sem omitir aquelas (o dízimo do que fora mencionado).
Agora, aplicando o primeiro princípio hermenêutico delineado acima, a quem se destina este bloco? Aos fariseus? Aos discípulos que estavam com Jesus no momento da fala? À multidão? É claro que não. Se o texto só foi escrito depois de 50 d.C., é óbvio que o mesmo visava instruir leitores, muito tempo depois do ocorrido, sobre a questão do dízimo. Assim, ao preservar esta narrativa-discurso de Jesus, Mateus procurava mostrar à igreja cristã que o dízimo não deveria ser desprezado. E que, portanto, era uma prática para os cristãos da “nova aliança” também.
O mesmo exercício hermenêutico que apliquei aqui, pode ser aplicado em Lucas, também. Agora, em Lucas tem um agravante: a comunidade, como a maioria dos estudiosos do Novo Testamento tem demonstrado, era composta de gentios, oriundos de classes sociais baixas (como exemplo, verifique o material narrativo que é peculiar a Lucas, e você verá que se trata de gente pobre ou excluída da sociedade). Assim, este Evangelho estaria ensinando, assim como Mateus, a prática do dízimo a esta comunidade gentílica também.
- Outro erro hermenêutico do artigo em questão se observa quando perguntamos: em que momento o texto de Mateus demonstrou debater o tema da “velha aliança” versus “nova aliança”? Um terceiro princípio básico de hermenêutica ensina que a mensagem extraída de uma parte deve ser avaliada à luz do todo. Vale lembrar que no primeiro bloco discursivo, o “Sermão do Monte”, caps.5-7.27, Jesus se coloca na direção contrária a esta antítese, Lei x Graça. Após descrever o caráter do seu discípulo nas bem-aventuranças e falar do impacto deste no mundo (sal e luz), o Senhor mostra que este caráter impactante é vivido somente por meio da observância da Lei de Deus, e não da sua rejeição, “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (5.17). Em seguida, ele diz que isto não é apenas a tarefa dele, Jesus, enquanto Messias, mas uma obrigação para os seus discípulos que gozam do seu caráter: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus” (5.20). O que é exceder a justiça dos escribas e fariseus? Nas perícopes seguintes, o Senhor exemplifica tomando a Lei e ampliando a sua implicação.
Este procedimento, de tomar a Lei e ampliar as sua implicações para os discípulos, se pode ver em várias outras passagens do Evangelho de Mateus, exemplificando constantemente o que fora dito em 5.20. Então, quando chegamos em 23.23, fica claro que esta dinâmica redacional continua. A Lei ensina a entrega do dízimo. Como o discípulo “excede” a justiça dos escribas e fariseus? Dando além do dízimo? Não.
O texto é claro: “devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” O discípulo “excede” ao observar não somente o dízimo, mas também “a justiça, a misericórdia e a lealdade” (tradução Peregrino, Paulus). Ou seja, à luz de Mateus, esta antítese “velha aliança” e “nova aliança”, enquanto desobrigação da Lei, não existe.
Que conclusão podemos tirar deste artigo infeliz sobre o dízimo no Novo Testamento? Que ele é um desserviço aos que amam a Cristo e sua Igreja, pois lhes priva de uma bênção chamada dízimo, não como algo que se dá a Deus para se auferir benefícios, mas sinal de obediência e gratidão por tudo o que ele tem nos dado.
Gostaria de terminar fazendo mais duas ressalvas. Primeira, durante o artigo mencionei a frase “os estudiosos do Novo Testamento”, ou “vários estudiosos”, e frases afins. Às vezes, as pessoas esquecem do cerne do problema e ficam procurando desculpas diante da confrontação de suas ideias. Assim, para que não venham críticas tolas dizendo que mencionei “estudiosos” sem citar nenhum, lembro que este artigo não pretende ser um comunicado acadêmico, mas uma reflexão a partir do que, academicamente, tem se mostrado sobre o Evangelho de Mateus. Para os que desejarem estudar o que disse, recomendo as obras de Carson, Borkhann, Tasker, Hendricksen, Stott, Broadus, Kümel, Gundry, e tantos outros que escreveram sobre o Evangelho de Mateus ou em introduções ao Novo Testamento ou em comentários específicos.
Se você é estudante de teologia ou teólogo, saberá que citei autores conservadores e liberais. Fiz isto não porque seja simpatizante da teologia liberal, antes pelo contrário, sou um ferrenho combatente da mesma; o fiz para frisar que minha análise de Mateus encontra respaldo de todos os lados quanto à relação autor-comunidade. Caso queiram uma bibliografia em inglês, ou detalhada destes autores, peço que me enviem um e-mail e responderei.
A segunda ressalva é que admiro o trabalho que os irmãos do blog “bereianos” desenvolvem em defesa do evangelho do Senhor Jesus contra a apostasia geral da Igreja. Porém, não posso aceitar que nossos ressentimentos contra a apostasia acabe nos afastando de verdades bíblicas simplesmente porque outros as estão adulterando.
Que o Senhor da Igreja nos faça caminhar na verdade e nos livre de qualquer distorção da sua santa Palavra.
Pastor Airton Williams
FONTE:BLOG DO PASTOR AIRTON WILLIAMS
COMENTARIO INTERESSANTE.
Não vejo no Novo Testamento nenhuma manifestação contrária a prática de dizimar. Então, quem diz que tal prática foi abolida está falando por conta e não com embasamento bíblico.
Então queridos, muito cuidado, pois Malaquias 3:8 afirma que a retenção do dízimo e das ofertas é roubo!
Vejo uma certa dificuldade no entendimento do que foi e do que não foi abolido após a morte de Cristo.
Uma das finalidades do dízimo é o sustento daqueles que se envolvem em tempo integral com a obra de Deus. Era o caso dos levitas no período veterotestamentário. E hoje, não há pessoas que também dedicam tempo integral a obra? Claro que sim!
O que eu vejo é o seguinte:
- Paulo faz alusão ao sistema de dízimos e ofertas
- Não existe nenhum texto dizendo que tal sistema tenha se tornado obsoleto
- Não existe a implementação de um novo sistema
- O único sistema estabelecido por Deus é o do dízimo e ofertas
- É Deus quem estabelece como deve ser e não o homem
Continuarei a fazer conforme estabelecido por Deus (assim entendo). Não faço por obrigação; não faço por medo; não faço por barganha; faço com alegria, por amor a obra de Deus, pelo avanço desta obra, feliz porque entendo que foi assim que Deus estabeleceu: dízimos e ofertas! O dízimo e as ofertas que entrego aqui na igreja local, contribuem para o avanço da obra em todo mundo promovendo a pregação do evangelho a cada nação, tribo, língua e povo! Louvado seja Deus!
Dízimo é um percentual de alguma coisa. Se é de dinheiro ou cereais ou animais que diferença faz?
- Abraão deu o dízimo de todo o despojo (Gn 14:20; Hb 7:2-4)
- Dízimo do gado (Lv 27:32)
- Jacó disse "de tudo quanto me deres, certamente Te darei o dízimo" (Gn 28:22)
Eu disse que é exatamente o mesmo modelo: 10% de tudo aquilo que recebemos (seja gado, seja alimento, seja dinheiro). Faça como Jacó: de tudo quanto me deres, certamente Te darei o dízimo!
Eu não acho que a lei cerimonial foi abolida em Cristo... eu tenho CERTEZA que ela foi abolida!
E também tenho certeza de que o dízimo é anterior à lei cerimonial e independente do sacerdócio levítico.
Fora o fato de haver citações claras sobre dízimo no Novo Testamento em Mat 23;23,e Luc 11;42 significa que este não foi abolido.
Eu vejo, pelo menos, um grande risco pois Malaquias afirma categoricamente que retenção de dízimo constitui-se em roubo. Se este continua valendo, muitos serão achados roubando a Deus.
Quanto a sua pergunta sobre dizimar produtos agrícolas, animais ou dinheiro, é indiferente. Se vc é agricultor e colhe 1 tonelada de soja, 100 kg devem ser dizimados. Vc vende a soja e entrega em dinheiro. Se houver necessidade/utilidade/viabilidade vc entrega a soja. Se vc tem salário então, logicamente, entregará 10% do teu salário (estou falando de dízimo, OK). Lembrando sempre que tudo pertence ao Senhor e nós somos Seus mordomos e devemos administrar os bens que são colocados sob nosso cuidado, seja dinheiro, propriedades, etc etc etc.... para a honra e glória do Verdadeiro Proprietário!
Pois é, e também não fala que deve ser um sistema diferente. Ele faz alusão ao mesmo sistema que sempre foi utilizado (dízimo e ofertas).
Portanto, qualquer outro sistema não é bíblico pois no NT não se institui nenhum novo sistema.
O apóstolo Paulo apoiava sua doutrina de manutenção do ministério em outro sistema fora do dízimo?
Não! A defesa de Paulo, para remuneração dos ministros do evangelho, tem sua base argumentativa no AT, que se refere às entradas de dízimos e ofertas especiais que mantinham os sacerdotes (1 Co 9:6-14). Segundo o apóstolo Paulo:
1. Havia outros apóstolos que não trabalhavam secularmente como ele (v. 6)
2. Pagar ministros era uma prescrição da lei (v. 8 e 9) e esta se cumpria pelo sistema do dízimo (Nm 18:24-28)
3. 1 Co 9:13 é uma referência direta ao dízimo, pois baseia seu apelo para o pagamento de ministros da igreja no direito dos sacerdotes arônicos, que recebiam parte das ofertas do altar e do dízimo, e no direito dos sacerdotes levitas que tinham seu sustento também garantido pelo dízimo, a principal de suas entradas. Afinal, eram os sacerdotes e levitas os únicos que se podiam achegar ao altar e prestar o serviço sagrado no templo e por isso tinham direito ao dízimo (Nm 18:20-26)
4. Essa parte, devida aos sacerdotes, é um direito que outros apóstolos já estavam fazendo uso (1 Co 9:10 e 12)
5. O mesmo sistema deve ser usado para os ministros do evangelho (v. 14)
6. Um direito do qual Paulo abriu mão (1 Co 9:12, 15) entre os coríntios (2 Co 11:7) por causa da contestação do seu apostolado (2 Co 11:5, 6) e para não dar ocasião aos falsos apóstolos (2 Co 11:8-13). No entanto, usou desse direito aceitando salário de outras igrejas (2 Co 11:8)
7. Esse é um direito tão natural, segundo Paulo, como de alguém que planta uma vinha (1 Co 9:7; Dt 20:6) e dela cuida (Pv 27:18) e por isso merece comer do seu fruto
8. Além disso, pagar os ministros é justo, especialmente aos que servem na pregação e no ensino (1 Tm 5:17-18)
9. Deve ser feito de tal maneira que não desperte ganância (1 Pe 5:2)
Quanto à mordomia, TUDO pertence a Deus (Sl 24:1). O papel do mordomo é administrar aquilo que Deus coloca sob sua guarda.
O dízimo é uma oferta cujo percentual é estabelecido por Deus e as demais ofertas, Deus deixa para que o ofertante estipule o percentual.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Dízimos e ofertas
ALGUNS PONTOS
IMPORTANTES PARA O CORRETO ENTENDIMENTO SOBRE O DIZIMO NA NOVA ALIANÇA.
1. O APOSTOLO
PAULO PELO ESPIRITO SANTO ESCREVEU QUE OS MINISTROS DO EVANGELHO TEM O MESMO
DIREITO DE SUSTENTO QUE OS MINISTROS DA LEI TIVERAM, E ESSE SUSTENTO ACONTECIA
PELOS DÍZIMOS E OFERTAS CONFORME 1 CORINTIOS 9;1-14.
2. JESUS EM
VIDA ABOLIU VÁRIOS PRECEITOS DA LEI, PORÉM OUTROS ELE CONFIRMOU. A EXEMPLO
DISSO TEMOS O DIZIMO CONFORME MATEUS 23;23 E LUCAS 11;42.
E VEMOS QUE
ESSE ENSINAMENTO EM FORMA DE REPREENSÃO AOS FARISEUS, FOI PARA SEUS DISCÍPULOS E A MULTIDÃO QUE O SEGUIA CONFORME
MATEUS 23;01.
3. APESAR DE
JESUS TER NASCIDO SOB A LEI, ELE JÁ PREGAVA O EVANGELHO DO REINO E A SUA MORTE SÓ CONFIRMOU OS SEUS ENSINAMENTOS
E VALIDOU O SEU TESTAMENTO ESCRITO EM VIDA QUE ERA A SUA DOUTRINA.
4. ESSES
ENSINAMENTOS FORAM PARA A IGREJA POIS O PRÓPRIO JESUS ORIENTOU OS DISCÍPULOS A
ENSINA-LOS A TODAS AS NAÇÕES CONFORME MATEUS 28;2O
5. OUTRO
PONTO INTERESSANTE E QUE O LIVRO DE MATEUS,LUCAS E OS DEMAIS LIVROS FORAM
ESCRITOS NA NOVA ALIANÇA PARA ENSINAMENTO DA IGREJA.
6.O DIZIMO DA
LEI ERA DO SACERDÓCIO DE ARÃO E O DIZIMO DA GRAÇA É DA ORDEM DE MELQUISEDEQUE.
É verdade que
Cristo é “o fim da lei para a justificação de todo aquele que crê” (Rm.10:4).
Isso poucos discutem, pois a Escritura é nítida em afirmar que “não estamos
debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm.6:14), que “se sois guiados pelo Espírito,
não estais debaixo da lei” (Gl.5:18), porque Cristo “envelheceu a primeira
aliança” (Hb.8:8), e “o que foi tornado velho está perto de se acabar”
(Hb.8:8). Jesus Cristo, ao morrer na cruz, “aboliu em sua carne a lei dos
mandamentos expressa na forma de ordenanças” (Ef.2:14,15), para que sejamos
“ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra
mata, mas o Espírito vivifica” (2Co.3:6).
Porém, se de
um lado a lei foi cumprida em Cristo, por outro lado é evidente que existem
coisas da antiga aliança que passaram também para a nova aliança, sem serem
abolidas. Se não fosse assim, jamais poderíamos ter um só Deus, amá-lo acima de
todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, não cobiçarmos a mulher do
próximo, não adulterarmos, não roubarmos, não fazermos imagens de escultura,
sermos santos como Ele é santo... pois todas essas coisas estavam na lei, e nem
por isso deixamos de considerar princípios verdadeiros e legítimos, vigentes
até os nossos dias.
Então, a
questão que fica é: O dízimo “morreu” na antiga aliança, ou passou também para
a nova? Sabemos que alguns “princípios fracos e elementares” (Gl.4:9) morreram,
tais como as regras relativas a “comer e beber, ou os dias de festa, ou lua
nova, ou sábados, que eram sombras de coisas futuras, mas a realidade é Cristo”
(Cl.2:16,17). Mas certos princípios permaneceram também para a nova aliança. O
Senhor Jesus descreveu alguns destes princípios em Mateus 23:23, que
analisaremos a seguir.
PRINCÍPIOS
QUE PERMANECEM NA NOVA ALIANÇA
“Ai de vós,
escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do
cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a
justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir
aquelas” (Mateus 23:23)
Note que
Jesus aqui lista para os fariseus alguns destes princípios que permanecem com
Cristo na nova aliança. Ele cita a justiça, a misericórdia e a fé como três
destes princípios. Porém, note uma coisa muito importante que ele afirma na
sequencia: “...estas coisas devíeis fazer, sem omitir aquelas” (v.23). Sem
omitir aquelas! Qual era essas coisas que eles não deveriam omitir? O começo do
verso afirma claramente sobre isso: o dízimo.
Em outras
palavras, Jesus estava dizendo que os fariseus deveriam praticar os maiores
princípios que permaneceriam na nova aliança (como a justiça, a misericórdia e
a fé), mas não omitir os outros princípios menores (como o dízimo). É evidente
que Jesus está colocando a justiça, misericórdia e fé acima do dízimo, mas ele
também diz que não podemos omitir o dízimo, assim como não devemos omitir
aqueles outros três preceitos.
Você poderia
argumentar: “Mas eu pratico os preceitos maiores – a justiça, a misericórdia e
a fé – e deixo de praticar os menores – como o dízimo. Já que eu pratico os
maiores e deixo os menores de lado, então eu acho que estou bem assim”! Não,
infelizmente não está. Isso porque o Nosso Senhor Jesus Cristo afirmou que não
devemos apenas ser fieis no muito, mas também no pouco:
“Quem é fiel
no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco, também é
desonesto no muito” (Lucas 16:10)
Isso
significa que se você é infiel no princípio menor que Cristo abordou em Mateus
23:23 (o dízimo), você não vai conseguir ser fiel nos princípios maiores (a
justiça, a misericórdia e o amor). Afinal, se nem sequer no pouco (princípios
menores na nova aliança) você é fiel, como irá ser no muito (i.e, nos preceitos
mais importantes)? Não tem jeito. Jesus diz que se você é infiel ou desonesto
no pouco, será infiel e desonesto no muito também.
Ele prova a
nossa fé com uma quantia tão pequena como é o dízimo (10%), pois se não formos
capaz nem sequer de darmos 10% de nossas finanças para Deus, como seremos capaz
de rendermos 100% em nossa justiça, misericórdia e fé nEle?
Alguém
poderia argumentar também: “Calma aí, Lucas. Você está vendo que Jesus estava
falando com os fariseus neste versículo. Então essa passagem não se aplica a
mim e a você”! Infelizmente existem pessoas que chegam ao cúmulo de
argumentarem desta maneira! O problema em tal raciocínio é simplesmente que, se
fosse assim, deveríamos corrigir (mutilar) a Bíblia inteira, pois este jamais
foi um critério de exegese aplicável.
Por exemplo,
os maiores ensinamentos registrados na Bíblia se encontram no Sermão do Monte
que Cristo pregou, em Mateus 5-7. Porém, se analisarmos cuidadosamente, veremos
que ele estava dizendo a uma multidão de judeus. Quer dizer, então, que o
Sermão do Monte só valia para os judeus do século I, mas não vale para gentios
(como eu e você) do século atual? É claro que não. A verdade é que o princípio
que se aplicava a eles é aplicável a nós também. Jesus não estava pregando uma
pegadinha nos fariseus, mas ensinamendo algo válido também a todos nós.
Pense no que
essa intepretação acarretaria de “bom” para a doutrina cristã. Usando a mesma
lógica de que Jesus falou aos fariseus então só eles devem dar o dízimo, nós
deveríamos presumir também que o que Paulo escreveu aos Coríntios só vale para
os coríntios, que o que Paulo escreveu aos Gálatas só vale aos Gálatas, que o
que Paulo escreveu aos Romanos só vale aos romanos, que o autor de Hebreus não
tinha nenhum apreço por aqueles que não eram hebreus e que pelo fato de Pedro
ter escrito “aos eleitos de Deus, peregrinos dispersos no Ponto, na Galácia, na
Capadócia, na província da Ásia e na Bitínia” (1Pe.1:1), significa então que se
eu não sou destas províncias da Ásia, a mensagem não se aplica para mim!
Perceberam no
que essa interpretação nos levaria a crer? Isso mesmo, que nada (absolutamente
nada mesmo) valeria para os dias de hoje! É óbvio que isso não é um exemplo e
exegese, mas sim de uma interpretação completamente tendenciosa, a tal ponto
que eles não aplicam este mesmo critério nas outras ocasiões, mas apenas
naquela específica do dízimo, só porque eles não querem dar o dízimo!
Aqueles que
insistem que o dízimo “ficou no passado” à luz de Mt.23:23, terão por uma
questão de coerência que dizer que a justiça, a misericórdia e a fé também
“ficaram no passado”, já que elas são mencionadas exatamente no mesmo contexto
para também não serem omitidas! À luz de tudo isso, fica claro que Jesus não
estava querendo dizer que não é necessário, mas sim que ele “não deve ser
omitido” (Mt.23:23; Lc.11:42).
A TIPOLOGIA
ENTRE JESUS E MELQUISEDEQUE
Vale
ressaltar que esta não foi a única situação em que vemos o dízimo presente no
contexto da nova aliança. O autor de Hebreus traçou uma clara analogia entre o
dízimo na antiga aliança e o dízimo na nova aliança, mostrando que o que os
israelitas antes davam aos levitas, nós devemos dar a Cristo:
Hebreus 7
1 Esse
Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, encontrou-se com
Abraão quando este voltava, depois de derrotar os reis, e o abençoou;
2 e Abraão
lhe deu o dízimo de tudo. Em primeiro lugar, seu nome significa "rei de
justiça"; depois, "rei de Salém" quer dizer "rei de
paz".
3 Sem pai,
sem mãe, sem genealogia, sem princípio de dias nem fim de vida, feito
semelhante ao Filho de Deus, ele permanece sacerdote para sempre.
4 Considerem
a grandeza desse homem: até mesmo o patriarca Abraão lhe deu o dízimo dos
despojos!
5 A lei requer
dos sacerdotes dentre os descendentes de Levi que recebam o dízimo do povo,
isto é, dos seus irmãos, embora estes sejam descendentes de Abraão.
6 Este homem,
porém, que não pertencia à linhagem de Levi, recebeu os dízimos de Abraão e
abençoou aquele que tinha as promessas.
7 Sem dúvida
alguma, o inferior é abençoado pelo superior.
8 No primeiro
caso, quem recebe o dízimo são homens mortais; no outro caso é aquele de quem
se declara que vive.
9 Pode-se até
dizer que Levi, que recebe os dízimos, entregou-os por meio de Abraão,
10 pois,
quando Melquisedeque se encontrou com Abraão, Levi ainda estava no corpo do seu
antepassado.
11 Se fosse
possível alcançar a perfeição por meio do sacerdócio levítico (pois em sua
vigência o povo recebeu a lei), por que haveria ainda necessidade de se
levantar outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque e não de Arão?
12 Pois
quando há mudança de sacerdócio, é necessário que haja mudança de lei.
Vamos
analisar o contexto desta passagem mais cuidadosamente. Em primeiro lugar, o
escritor de Hebreus faz uma analogia (uma tipologia) entre Cristo e
Melquisedeque, que era “semelhante ao Filho de Deus... permanece sacerdote para
sempre” (v.3). Então, ele afirma que Abraão lhe deu o dízimo (v.4), antes mesmo
que os levitas recebessem o dízimo de acordo com a lei (vs.5,6). Então, ele
afirma:
“No primeiro
caso, quem recebe o dízimo são homens mortais; no outro caso é aquele de quem
se declara que vive” (v.8)
Em outras
palavras, no primeiro caso [na antiga aliança] quem recebia o dízimo eram
homens mortais [os levitas], e hoje quem recebe os dízimos é aquele de quem se
declara que vive [Jesus Cristo]. Jesus não recebe os dízimos através do
sacerdócio levítico, mas através do sacerdócio de Melquisedeque. O autor
explica que houve uma “mudança de sacerdócio” (v.12). O dízimo que antes era
dado aos levitas, hoje damos a Cristo (v.8). Como é que isso acontece? Como é
que Cristo pode receber hoje os nossos dízimos?
Ora, através
de seu Corpo, que é a Igreja. A Igreja é o “Corpo de Cristo” (1Co.12:27) na
terra. Nós herdamos o nosso nome – “cristãos” – de Cristo. Somos os
“embaixadores de Cristo” (2Co.5:20) na terra e, assim como o antigo templo de
Jerusalém precisava de mantimento, os templos atuais também necessitam dos
dízimos, “para que haja mantimento na minha casa, diz o Senhor dos exércitos”
(Ml.3:10).
Cristo recebe
os dízimos através da Sua Igreja, que é o Seu Corpo. Da mesma forma que os
israelitas contribuíam com pelo menos 10% de sua renda para o mantimento da
casa de Deus, devemos contribuir com pelo menos 10% de nossa renda para que a
Igreja avance, cresça, multiplique-se e se estabeleça sobre a terra.
À luz do que
vimos acima (lembre-se de que eu fiz questão de abordar apenas passagens do NT,
para não deixar margens àqueles que dizem que o NT não apoia o dízimo) fica
muito claro que Jesus, cujo sacerdócio é permanente, deve receber os dízimos
através da Sua Igreja. Ele afirmou aos fariseus (e o ensino vale também a nós)
que o dízimo não pode ser omitido.
A chave da verdadeira prosperidade está em ser fiel a Deus em tudo, inclusive, na prática dos dízimos e das ofertas.
Você é um dizimista fiel? Contribuir com os dízimos e as ofertas é um grande privilégio. Precisamos fazê-lo com alegria, pois tudo que temos pertence ao Senhor. Tudo vem dEle - nosso trabalho, saúde, família. A vida já é uma dádiva divina.
DÍZIMOS E OFERTAS
Definição — Décima parte.
Dízimo: Décima parte de tudo aquilo que é devolvido ao Senhor, quer em dinheiro, quer em produtos e bens
Ordenado pelo Senhor — Lv 27.30-32; Ml 3.10.
Propósito do dízimo no AT — O dízimo de Israel era entregue para o sustento dos levitas (Nm 18.21) e dos sacerdotes (Nm 18.28), para ajudar nas refeições sagradas (Dt 14.22-27), e para socorrer os pobres, os órfãos e as viúvas (Dt 14.28,29).
Qual a lição a ser aprendida — Deus é dono de tudo — Êx 19.5; Sl 24.1; Ag 2.8.
Propósito dos dízimos no NT — Promoção do Reino de Deus e ajuda aos necessitados (1 Co 9.9-14; Cl 2.10).
Nossas contribuições devem ser voluntárias e generosas, segundo o AT (Êx 25.1,2) e o NT (2 Co 9.7)
I. DÍZIMOS E OFERTAS NA BÍBLIA
1. O Antigo Testamento. O vocábulo dízimo quer dizer “a décima parte”. No contexto bíblico, refere-se àquilo que é devolvido ao Senhor, quer em dinheiro, quer em produtos e bens (Pv 3.9). Já a oferta tem o sentido de contribuição voluntária. O que deve ficar claro é que a lei mosaica não criou as práticas do dízimo ou das ofertas, mas apenas deu-lhes conteúdo e forma através das diversas normas ou leis que as regulamentaram. Tal verdade fica patente ao constatar que o ofertar já era uma prática observada nos dias de Abel (Gn 4.4), e que o dízimo já era praticado pelos patriarcas (Gn 14.20; 28.22).
No período mosaico, o dízimo aparece como preceito de um princípio já existente no período patriarcal. Os preceitos mudam e até desaparecem, todavia, os princípios são imutáveis e permanentes. De acordo com a Lei de Moisés, os dízimos deveriam ser entregues aos sacerdotes para a manutenção do culto e também para o sustento dos levitas, já que estes não tinham possessão em Israel (Nm 18.20-32)
2. O Novo Testamento. Os que supõem estar a prática do dízimo restrita ao Antigo Testamento precisam entender que a natureza e os fundamentos do culto não mudaram. Mudou apenas a forma e a liturgia, mas não a sua função: a adoração a Deus deve ser em espírito e verdade! O culto levítico com seus rituais já não existe. Todavia, o princípio da adoração continua o mesmo (1 Pe 2.9; Ap 1.6). O dízimo levítico pertencia à ordem de Arão, que era transitória. Todavia, o dízimo cristão pertence à ordem de Melquisedeque que é eterna e, portanto, anterior à Lei de Moisés (Hb 5.10; 7.1-10; Sl 110.4).
Jesus não veio ab-rogar a lei, mas cumpri-la (Mt 5.17). Ele não apenas reconheceu a observância da prática do dízimo, mas a recomendou (Mt 23.23). Nas epístolas, Paulo faz referência ao dízimo levítico para extrair dele o princípio de que o obreiro é digno do seu salário (1 Co 9.9-14; Lv 6.16,26; Dt 18.1). Se o apóstolo não reconhecesse a legitimidade da prática do dízimo, jamais teria usado esses textos do Antigo Testamento.
II. A PRÁTICA DO DÍZIMO E DAS OFERTAS COMO FORMA DE ADORAÇÃO
1. Reconhecimento da soberania e da bondade de Deus. Um dos princípios básicos da prática do dízimo é o reconhecimento de que Deus é soberano sobre todas as coisas. Tudo vem dEle e é para Ele (Ag 2.8; Cl 1.17). Quando o crente devolve a Deus o seu dízimo, demonstra que reconhece o Senhor como a fonte de todas as coisas. À saudação de Melquisedeque: “Bendito seja o Deus Altíssimo!”, respondeu Abraão dando-lhe o dízimo (Gn 14.20). O princípio da devolução do dízimo demonstra que somos dependentes de Deus. É lamentável que alguns crentes ignorem esse fato e ajam como se as suas conquistas materiais fossem apenas mérito de seus esforços (Jz 7.2).
2. Reconhecimento do valor do próximo. Deuteronômio registra que havia um tipo de dízimo que deveria ser repartido entre os pobres (Dt 14.28,29; 26.12-15). Esse “dízimo comunitário” devia ser praticado a cada três anos. O propósito é mostrar apreço pelos menos favorecidos. Inclusive, há uma promessa de a bênção do Senhor estar sobre todas as atividades de quem cumprir esse preceito.
III. DÍZIMOS E OFERTAS COMO FONTES DE BÊNÇÃOS
1. A bênção da multiplicação. Tanto o Antigo como o Novo Testamento demonstram que Deus reconhece e recompensa a fidelidade do seu povo. Quando o crente é liberal em contribuir para o Reino de Deus, uma decorrência natural do seu gesto é a bênção da multiplicação dada pelo Senhor. Deus promete derramar bênçãos sem medida e fazer abundar em toda graça (2 Co 9.6-10). Malaquias relaciona a prosperidade do povo de Israel à devolução dos dízimos e das ofertas (Ml 3.10,11). O mesmo princípio é destacado em o Novo Testamento quando Paulo diz que Deus é poderoso para fazer abundar em toda graça aqueles que demonstram voluntariedade em contribuir para o Reino de Deus.
2. A bênção da restituição. A Bíblia revela que o Senhor é um Deus de restituição (Jl 2.25). O profeta Joel mostra que a terra de Israel era atacada constantemente por gafanhotos que, em diferentes estágios de desenvolvimento, destruíam as suas lavouras. Para garantir a sobrevivência do povo, Deus promete restituir o que a praga consumiu (Jl 1.4; 2.25; Na 3.16). Malaquias associa o devorador àquele “que consome o fruto da terra” (Ml 3.11). A referência aplica-se, num primeiro plano, às pragas de gafanhotos, e num segundo plano a toda ação do mal sobre o povo.
3. A bênção da provisão. Na Antiga Aliança, o Senhor prometeu “derramar bênçãos sem medida” sobre o seu povo (Ml 3.10). Na Nova Aliança, Ele deseja que o crente tenha “toda suficiência” (2 Co 9.8). A prosperidade bíblica é viver na suficiência de Cristo (2 Co 3.5; 9.8). Tal suficiência é vista como sendo a provisão divina para os filhos de Deus. Deve ser lembrado, no entanto, que essa suficiência não deve ser confundida simplesmente com a aquisição de posses materiais, mas o ter o necessário para viver com dignidade e, principalmente, possuir paz com Deus e alegrar-se nEle (Fp 4.11; 2 Ts 3.16). Por toda a Escritura, observamos o cuidado do Senhor no sentido de prover para o seu povo aquilo que é necessário para o seu viver (Mt 6.25-33). Quando conscientizarmo-nos que estamos honrando o Senhor com nossos dízimos e ofertas, Ele derramará sobre nós sua provisão.
CONCLUSÃO
Vimos, pois, que a prática dos dízimos e das ofertas sempre esteve presente na história do povo de Deus. Evidentemente que fica para nós o princípio de que somos abençoados não porque contribuímos, mas contribuímos porque já somos abençoados. Deus reconhece a voluntariedade do crente em contribuir para o seu Reino e, por graça e misericórdia, derrama sobre nós as suas muitas e ricas bênçãos.
Por isso devemos devolver o dizimo por obediencia a palavra de Deus.
CUIDADO COM AQUELES QUE POR NÃO TER O CONHECIMENTO DA PALAVRA COMBATEM O DIZIMO.
LEMBREM-SE O LADRÃO NO HERDARA O REINO DE DEUS SE NÃO HOUVER ARREPENDIMENTO.
QUEM NÃO DEVOLVE O DIZIMO ROUBA A DEUS.
FONTE Licoes_cpad/2012/2012-01-09
ESTUDO MAIS PROFUNDO
DEVOLVENDO COM AMOR A SERVIÇO DO REINO DE DEUS
Introdução - Dar ! ....... Não dar ? ........
I - O Dízimo está na lei de Deus. 1.300 anos antes de Cristo. Deus ordenou que seus filhos trouxessem o Dízimo, oferta alçada, oferta voluntária, holocaustos e outros votos, ao lugar de culto. Deuteronómio 12:5/6, 12:11; 14:22
II - O Dízimo está nos profetas. 800 anos mais tarde, ou 500 anos antes de Cristo.O profeta do Senhor confirma e atualiza a lei, não só em relação ao Dízimo, mas também sobre ofertas alçadas, dizendo mesmo ser roubo não pagá-los e declarando, em nome do Senhor, haver maldição ao infrator. Malaquias 3:7/10.
III - O Dízimo está nas palavras de Jesus Cristo. 600 anos após o profeta e 1.300depois da lei, Jesus Cristo, nosso único mestre Mateus 23:7/10, confirma a lei e os profetas, e afirma que NINGUÉM DEVE DEIXAR DE PAGAR O DÍZIMO. Mateus23:23; Lucas 11:42. Portanto, deixar de pagar o Dízimo é ir de encontro à Palavra de Cristo, é desobedecer a Cristo, é discordar de Cristo, é renegar o ensino de Cristo.
IV - O Dízimo está antes da Lei. 2.000 anos antes de Cristo e 700 anos antes da Lei .Abraão ,o patriarca, pagou o Dízimo de tudo ao sacerdote Melquisedec, rei de Salém, rei da Justiça. Hebreus 7:1/2; Génesis 14:18/20.
V - O Dízimo está em vigor até a volta de Cristo. Jesus Cristo é sacerdote segundo a ordem de Melquisedec o qual recebeu Dízimo, e não segundo a ordem levítica. Os filhos de Levi têm ordem, segundo a Lei, de tomar Dizimo, do povo isto é, dos seus irmãos Hebreus 7:5. Estes, “certamente tomam dízimos homens que
morrem”. “ali”, (Jesus Cristo, o qual toma Dízimo também). “Aquele de quem se testifica que vive" Hebreus 7:8. Pelas palavras do escritor da carta aos Hebreus,60 anos depois da palavra de Cristo, vemos o Dízimo pertencendo ao sacerdócio de Levi e ao sacerdócio de Melquisedec, e Jesus é segundo a ordem de Melquisedec Hebreus 7:21, isto é sacerdote eterno Hebreus 7:24, cujo sacerdócio está até hoje e para sempre. O Dízimo segundo Hebreus capítulo 7, foi antes do sacerdócio levítico, durante o mesmo e continua depois do mesmo; é mandamento portanto da lei e da graça: da velha e da nova dispensação de que Cristo é o Sumo Sacerdote. Logo o Dízimo é mandamento de Deus, para todos seus filhos, em vigor, até à volta de Cristo.
CONCLUSÃO:
Quem não paga o Dízimo é porque não concorda com Cristo e Sua Palavra.
Quem não paga o Dizimo não ama a Cristo, João 14:21/24; 15:14, pois é o melhor modo que Nosso Senhor achou para seus discípulos contribuírem.
Quem não paga o Dízimo sofrerá o que está escrito em Mateus 7:21/27; I Coríntios 16:22.
O DIZIMO COMO FORMA DE CONTRIBUIÇÃO
Texto: Mal. 3.1-12
O tema da contribuição na igreja só não é bem aceito por aqueles que
desconhecem os ensinos bíblicos acerca da mordomia dos bens e, portanto
rejeitam o senhorio de Deus sobre suas finanças. Mas, não podemos separar
nossa vida em duas esferas a material e a espiritual.
Sempre deveríamos ter em mente que todas as coisas aqui terão fim. O homem
ajunta, ajunta, mas tudo o que existe vai ficar por aqui mesmo. somente a alma é
eterna. Por isso, todo crente deve ser liberal em suas contribuições. "A obra
depende de nossa sustentação".
I - O QUE É DIZIMO
1 - Vem da palavra dízima que significa: Contribuição equivalente à décima parte
de um rendi mento ou seja 10% do rendimento.
2. O dízimo é o hábito regular pelo qual um cristão, procurando ser fiel à sua
crença, põe à parte pelo menos 10% de suas rendas. Fazendo assim, o cristão,
reconhece que Deus é o Senhor de todas as fontes terrenas. (1Co 10.26 ; Ag 2.8).
É dar com fé, a entrega sem fé do dízimo, é um legalismo sem frutos ( se torna
uma obrigação). Quando o crente separa um décimo dos rendimento, deve faze-lo
com fé (Hb 11.6), isto é, com a convicção de que deus é o Senhor de todas as
coisas, e que o dízimo é tributo espontâneo que se faz a Ele. Tudo é dEle. (Ez
18.4 ; Sl 24.1)
II - O DÍZIMO NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO
A - No Antigo Testamento
1. O exemplo de Caim e Abel. (Gen 4.2-4)
A raiz da doutrina do dízimo é identificada ainda nos primórdios da criação. Após a queda do homem, começou um novo diálogo entre Deus e o homem. Caim e Abel, nossos primeiros irmãos, foram ensinados a que fossem leais ao criador e oferecessem, espontaneamente, ao Senhor alguma coisa do produto de seu
trabalho, em gratidão pela sua bondade. (Gn 4.3,4).35
2. O exemplo de Abraão. (Gn 14.18-24)
De fato a primeira menção específica do dízimo, no antigo testamento, ocorre
quando Abraão trouxe a sua oferta ao senhor e a entregou ao "sacerdote do Deus
altíssimo". Notemos que Abraão tornou-se agradecido a deus, por isso entregou
seus dízimos ao sacerdote Melquisedeque.
Obs. Melquisedeque significa, rei de justiça, Jesus é nossa Justiça (Jr. 23.6),
Melquisedeque era rei da paz, Jesus é o príncipe da paz (Is 9.6). No livro de
Hebreus Melquisedeque representa um tipo de Cristo (Hb 7.3). então quando
damos o nosso dízimo damos ao próprio Senhor Jesus.
3. O exemplo de Jacó (Gn 28.18-22)
Com a mesma característica de atitude de seu avô Abraão, o dízimo de Jacó era
voluntário e expressava sua gratidão a Deus pelas bênçãos recebidas. Observase
que Jacó já havia recebido instruções acerca do dízimo através dos seus pais,
Isaque e Rebeca. É um exemplo positivo para a família cristã, hoje, ensina os
filhos a serem fiéis e agradecidos a Deus com seus dízimos e ofertas. Se os
nossos filhos aprendem cedo a importância para o sustento da obra de Deus e
para a propagação do evangelho, certamente serão abençoados em todas as
esferas da vida.
4. Nos dias de Moisés
A prática do dízimo foi incorporada à lei dada ao povo de Israel (Lv. 27.30-32),
cada judeu, temente a Deus deveria dar a décima parte de tudo o que a terra
produzisse, vegetal, animal e mineral.
B - Novo Testamento
1. Confirmado por Jesus.
O dízimo sendo norma de contribuição bíblica, já existente no V. Testamento e foi
confirmado por Jesus em (Mt 23.23).
"O endro, a hortelã e o cominho", eram ervas usadas para o tempero no V.T. (Lv.27.30).
2. O padrão de dízimo no Novo Testamento.
Paulo dizia: a) O dinheiro deve ser ganho honestamente (1 Ts. 4.12)
b) Deve trabalhar, e não pedir ou roubar. (Ef. 4.28)
c) Se alguém não quer trabalhar não coma também. (2Ts 3.10).
d) O crente deve ser econômico e juntar o necessário para o seu sustento, deve contribuir para as coisas dignas e as pessoas necessitadas. (Ef.4.28).
3. O sistema de contribuição
A contribuição cristã deve obedecer a um sistema da igreja ou pessoal de cada
crente.
4. Exemplo à ordem do sistema paulino. (1Co. 16.2-4)
a) "No primeiro dia da semana" (v.2 - ofertas semanais)
b) "Cada um de vós" (v.2 - todos tem responsabilidade no sustento da obra de Deus)
c) "Ponha de parte" (v.2 - preparar-se para fazer a contribuição de modo consciente).
d) "O que poder ajuntar". (v.2 - contribuição proporcional).
Obs.: Portanto o dízimo é a única contribuição proporcional conhecida na bíblia.
5. Como deve ser feita:
a)Deve ser feita com alegria.(2Co9.7)
b)Deve ser voluntário" não por necessidade"
c)Deve ser conforme o seu ganho real.(1Co 16.2)
DÍZIMO É FONTE DE BÊNÇÃOS - (Mal 3.10)
*Promessas que Deus faz neste texto*
a) “abrirei janelas”. O Senhor proporcionará sustento e meios para que haja fartura.
b) “derramarei bênçãos” (v.9) Bênçãos, no sentido restrito deste verso significa simplesmente: Maior abastança. Isto é, se o que não dava para suprir, agora não terá necessidade. Esta informação pode ser tomada em seu sentido mais amplo: o de não haver nenhuma maldição sobre nossa casa.
c) “Repreenderei o devorador” (v.11) O devorador pode ser entendido como sendo todas aquelas causas inexplicáveis das grandes derrotas financeiras.
d) “Não haverá esterilidade no campo” (v.ll) Seremos prósperos em tudo, à liberalidade segue-se a prosperidade.
O ano terá apenas uma estação para o fiel. “A estação frutífera”.
e) “Serão chamados bem-aventurados” 3.12
Este termo significa feliz três vezes, aquele que alcançou felicidade, que o coração tanto almejava. Ele é visto pelos demais como alguém bem sucedido na vida. Sua vida atual é agradável, porque obedece ao Senhor.
IV DÍZIMO É MANDAMENTO COM PROMESSA: Mal. 3.10
“Trazei... diz o Senhor”. Este imperativo traduz uma ordem. Tem que ser obedecido com sinceridade e fidelidade. Quem desobedece está roubando a Deus. A pessoa que rouba a Deus, terá acesso no reino de Deus?
- A retenção do dízimo é pecado porque:
a) É uma infidelidade - 3.7 “a que devemos voltar?” Deviam voltar às suas obrigações.
b) É desonestidade - 3.9 “Me roubais a mim, vós toda a nação”. O “me” é enfático. Quem tira, tira de Deus, e quem dá, dá a Deus. O termo “nação” no original é “gôy”. É um termo usado para descrever as nações pagãs. O que equivale a dizer que Israel estava sendo comparada no mesmo nível de uma nação pagã, infiel, desonesta e amaldiçoada. - “Com maldições sois amaldiçoados, porque me roubais a mim”. (v.9)
V - CONCLUSÃO
Concluímos segundo a afirmação do apóstolo Paulo aos Romanos que diz: “Tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito...” (Rm 15.4).
PENSAMENTOS PARA REFLEXÃO
“Devemos contribuir de acordo com a nossa renda, para que Deus não faça com que a nossa renda torne-se proporcional ao que damos.”
“Dê a todos, para que a pessoa a quem você não der não venha ser o próprio Cristo”.
“É impossível dar sem amor, mas é impossível amar sem dar”.
“Quando damos a Deus tudo o que temos e somos, entregamo-lhe simplesmente o que lhe pertence”.
“Há três espécies de contribuição: Com ressentimento, por dever, e por ações de graças. A contribuição com ressentimento diz: “tenho de faze-lo”; a contribuição por dever diz: “devo faze-lo”; a contribuição por ações de graças diz: “quero faze-lo”.
Dízimo
Devolver o dizimo, no Antigo Testamento, constituía-se em separar a décima parte do produto da terra e dos rebanhos para o sustento do santuário de Deus e dos sacerdotes.
“Trazei todos os dízimos à Casa do Senhor, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor do exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha mais abastança” (Malaquias 3.10).
III - Dízimo.
1. O dízimo nos dias de Abraão.
A origem do dízimo perde-se no tempo, sendo anterior a Moisés e Abraão. No entanto, a primeira referencia bíblica ao fato relaciona-se aos dias deste patriarca. Em (Gn14.20) está escrito que Abraão devolveu a Melquisedeque o dízimo de tudo, sendo que, neste caso, não foi do produto da terra nem dos rebanhos, e sim do despojo da guerra, costume também observado nos tempos antigos leia (Hb 7.2). Ora, quando o novo testamento reporta-se ao assunto, é porque algum ensino existe para os dias de hoje, como você terá a oportunidade de verificar mais adiante. Leia (Lv 27.30,32-34 e Dt 12.5-6)
2. O dízimo nos dias de Jacó.
Posteriormente na progressão da história bíblica, você encontrará o patriarca Jacó seguindo o exemplo de Abraão, só que em outra circunstância; a de ser grato a Deus, se este lhe guardasse durante a sua jornada leia (Gn 28.18-22). É certo que a gratidão pelas bênçãos a serem alcançadas moveu o coração de Jacó, que, de forma espontânea, reconheceu a soberania de Deus após a experiência em Betel.
3. O dízimo nos dias de Moisés.
Nos dias de Moisés, o dízimo passou a exercer importante papel na vida religiosa do povo israelita leia (Dt 26.1-15). Desta forma, não só a Casa de Deus era suprida, como também mantida a tribo levítica, responsável pelo sacerdócio. Quando o povo se encontrava fraco e afastado de Deus, o dízimo era negligenciado. Devolver o dízimo é, portanto, um sinal de avivamento, entre outros, quando provém da fé e de um coração que reconhece o senhorio de Deus sobre todas as coisas. Por isso, Malaquias chegou a chamar de roubadores de Deus àqueles que não devolviam os seus dízimos (Ml 3.8-10), incitando-os a fazer prova do Todo Poderoso, que jamais deixará de cumprir suas promessas àqueles que lhe são fiéis.
IV - O dízimo no Novo Testamento.
O dízimo não ficou restrito aos tempos do Antigo Testamento. O escritor da epístola aos Hebreus estabeleceu uma vinculação direta entre esta prática e o Novo Testamento, quando menciona o fato de Abraão ter devolvido o dízimo de tudo a Melquisedeque. Vale lembrar, inclusive, que o mesmo autor afirma ser Cristo sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Hb 5.10). Ora, isto quer dizer que, se a ordem é a mesma, os deveres e privilégios continuam também os mesmos, sem alteração, e isto inclui o dízimo. Devolver o dízimo, portanto, é dar seqüência, em Cristo, ao sacerdócio de Melquisedeque, que é “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo principio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre” (Hb 7.3).
1. Jesus e o dízimo. O próprio Cristo não passou ao largo do dízimo. Leia (Mt 23.23,24).
Você descobriu, entre outras coisas, que a prática do dízimo entre os contemporâneos de Jesus tornou-se legalista e ostentatória de falsa espiritualidade. Os escribas e fariseus cumpriam esta determinação para serem vistos honrados pelos homens, e não como fruto sincero de corações agradecidos. Era apenas aparência. Nada mais. Todo o texto de Mateus 23 enfatiza este lado da arrogância, da falsa religiosidade, onde a hipocrisia se reveste de justiça para tornar-se a glória de corações iníquos e apodrecidos.
Alguns podem pensar, à primeira vista, que Jesus estivesse condenando o dízimo.
Porém, uma leitura mais acurada do texto (verso 23) revela que Ele estava reprovando a motivação errada. Foi isto que deixou claro ao afirmar “...pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé”. Ou seja, uma coisa não podia existir sem a outra. É tanto que acrescentou: “Devereis porém, fazer estas coisas (viver o juízo, a misericórdia e a fé), e não omitir aquelas” (dizimar a hortelã, o endro e o cominho).
O que Jesus fez foi reforçar o conceito de que o dízimo, antes de ser mera obrigatoriedade, para aparentar justiça, é um ato de fé que produz obediência voluntária aos mandamentos da Palavra de Deus.
2. O dízimo nas epístolas. Ainda que a palavra dízimo não apareça nos ensinos do apóstolo Paulo, está implícita toda vez que ele admoesta sobre a contribuição leia (1Co 16.2).
Duas coisas aparecem no texto: as contribuições eram feitas no primeiro dia da semana (Domingo), proporcionalmente à prosperidade de cada um. O dízimo é exatamente isto. Quando se devolve 10%, ele sempre será proporcional. Em outras palavras, quanto mais o crente prospera, mais contribui. O apóstolo
também reitera o conceito de que a contribuição sistemática, além de proporcional, deve ser oriunda da motivação correta. Ele afirma: “Não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2Co 9.7).
V - As bênçãos que acompanham o dízimo.
1. Bênçãos para a Igreja. Se todos os crentes devolvessem o dízimo, não haveria necessidade de a igreja local lançar mão de campanhas financeiras para a execução de sua tarefa. O que ocorre é exatamente o oposto. É pequeno o percentual que se dispões a cumprir este mandamento, talvez por falta de ensino
e de Ter a visão correta do que significa o dízimo.
Malaquias afirmou que o dízimo é para que haja “mantimento na casa do Senhor”.
Aplicando-se ao contexto de hoje, é o meio que a Igreja tem aqui na terra para realizar a evangelização, enviar missionários, manter os seus obreiros, cuidar da assistência social, construir templos para abrigar o povo e suprir o dia a dia da administração. Por exemplo: como a igreja poderá ser abençoada com o
crescimento, se lhe faltam recursos para adquirir folhetos, enviar obreiros, dar suporte aos programas de evangelismo e ajudar no cuidado aos crentes da igreja e da comunidade? O dízimo é para isso. Não tem outra finalidade.
2. Bênçãos para quem devolve o dízimo. A promessa dada por Deus através de Malaquias impõe uma condição: primeiro trazer os dízimos, depois fazer prova do Senhor, que garante derramar bênção tal, trazendo maior abastança. Porém, é preciso que fique claro: isto não anula as aflições da vida, onde podem aparecer os momentos de sequidão. Agora, com certeza garante vitória aos que, com fidelidade em tudo, atravessam estas horas mais difíceis, pois a palavra de Deus jamais cai por terra. Fazer prova aqui não é chantagear o Senhor, mas saber que Ele é recíproco para conosco, se cumprirmos a nossa parte. “Se vós estiverdes em mim”, disse Ele, “e as minhas palavras estiverem em vós”.
Veja algumas coisas que acontecem quando, motivado pela visão correta, o
crente devolve o dízimo:
a) Sente-se recompensado por sentir-se parte ativa da obra de Deus;
b) Deus o socorre em tempos trabalhosos;
c) Torna-se exemplo para os demais crentes;
e) Deus lhe é recíproco em proporções bem maiores;
f) Os recursos são mais abundantes para os projetos da igreja; e
g) A obra de Deus realizada com maior rapidez.
Fonte:LIVRE PARA REPRODUÇÃO
OUTRO ESTUDO INTERESSANTE SOBRE O DIZIMO: http://preparacaodoevangelhodapaz.blogspot.com.br/2013/09/resposta-aos-anti-dizimistas.html
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