Retire a pedra de tropeço

Retire a pedra de tropeço
Se o teu olho te escandalizar,arranca-o e lança para longe de ti.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

NAMORO CRISTAO

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Um cristão pode se tatuar? – uma resposta (bíblica) E louvor

Recentemente tivemos a oportunidade de ler na grande rede um texto pelo qual um sedizente cristão defende o uso da tatuagem por quem já nasceu de novo. Não estão na discussão aqueles e aquelas que, ao se converterem a Jesus Cristo, já possuíam uma. Mas que não façam outra.

Nada temos contra o autor do texto, todavia tudo temos contra o ponto defendido por ele, apenas pela razão de ser extra e antibíblico – sinal claro do que falaram Paulo e Pedro (1Tm 4.1,2; 2Tm 3.1-9; 2Pe 2.1-3). Esse artigo visa clarificar o assunto a todos, desde que queiramos agradar a Deus (ler Pv 12.1; 13.1). Tivemos, então, a ideia de mostrar à luz da Bíblia que um verdadeiro cristão não precisa desse tipo de invencionice (Jr 6.16), embora não poucos estejam a se meter com valores mundanos e profanos (Rm 12.1,2; 1 Jo 2.14-17).

Quando lemos o tal texto, verificamos ser ele um pouco tendencioso. De modo sintético, notamos que seu autor, apesar de dizer que se fundamentara na Bíblia, ele na verdade se apoiara basicamente na ideia de a tatuagem não ter uma origem recente – como alguns pensam –, mas que ela vem desde os primórdios. Se pararmos para pensar, até aí, isso diz pouco, visto que o Santo Evangelho, como devemos saber, não é cultural. Não está preso a culturas, quaisquer que sejam. Tampouco está preso à História.

Para sermos francos, o Evangelho está acima da cultura de qualquer povo, de qualquer região, de qualquer período. Além disso, ele modifica a História; não se coaduna passivamente com ela. (Não estamos dizendo que ele é alheio à cultura.)

Por essa razão, É INVÁLIDO se apoiar no que o texto do rapaz de fato se apoiou para no final formular um raciocínio lógico, dizendo “CREIO que o Espírito Santo exulta de alegria em ver uma pessoa tatuar ‘Jesus, eu te amo’ para todos vêem”(sic) (grifo nosso) e “Ter tatuagem ou não interfere em sua vida cristã, seus atos sim, a disposição do seu coração sim!”(sic). (Confessamos que essa última frase precisa de uma séria revisão, pois está ininteligível para o que se tentou defender.)

Dando continuidade, em determinada parte de seu texto, o autor afirma “Todos têm direito de se expressar, seja da forma como lhe aprouver. Alguns preferem músicas, outros artes, desenhos, esportes, outros tatuagem!”.

Estará certo o raciocínio dele? Reparemos que é muito sério o que ele afirmou. Disse que NOSSA livre expressão deve se dar CONFORME nos aprouver, isto é, segundo NOSSA preferência. Nada mais biblicamente absurdo! Mas o sedizente cristão fala ter-se apoiado na Bíblia.

Daí, nós o questionamos: não é mais a vontade e gosto de Deus que prevalecem? Eis a causa de Is 55.8,9. Então, é de acordo com o que NOS der prazer, com o que NOS contentar, agradar? Não é mais conforme o que der prazer ao Senhor? Não é mais Sua vontade (Jo 4.34; 6.38) que se sobrepõe?

Queremos dizer que, até agora, não recebemos respostas...

Continuamos as indagações: não será esse um pensamento biblicamente equivocado? Por que Davi foi chamado de “’o’ suave em salmos de Israel” (2Sm 23.1)? Não teria sido justamente porque ele não era amante de si mesmo, não agradava a si mesmo, mas ao Deus Todo-Poderoso? “Suave” quer dizer “agradável”; e Davi não era apenas um, mas O suave. Perguntamos ainda se ele percebia que seu pensamento destoava da mensagem fiel da Bíblia e sugerimos que revisse aquilo; para nosso bem.

Quando esse blogueiro disse que crê que Deus se alegra por uma tatuagem, é urgente que ele entenda que O QUE DEVE PREVALECER não é O PENSAMENTO DELE, a sua crença, mas a Bíblia. Ela, sim, está acima do que ele crê, pensa, acha. Aliás, ela está acima até do nome de Deus (Sl 138.2)! Por que não sobrepujaria as ideias do defensor da tatuagem?

Dessa forma, dissemos, não é por ele crer nisso que está certo. SÓ ESTÁ CERTO O QUE A BÍBLIA DIZ QUE ESTÁ CERTO. Graças a Deus! Glória a Jesus Cristo!!! O que a Bíblia ensina?

Ensina que TUDO de (ou para) Deus é (ou deve ser) exclusivo! Assim, exclusivamente Deus é onipotente, onisciente e onipresente; assim, exclusivamente Jesus pode salvar-nos e libertar-nos; Ele é a única (exclusiva) forma pela qual somos salvos: o ÚNICO caminho, At 4.12. Além disso, exclusivo também deve ser nosso louvor a Ele, a ajuda ao próximo, nossa adoração. Isso é bem explícito pela palavra SÓ em Mt 4.10 ARA.

Será que notamos que as coisas que vêm de Deus e que são para Ele têm a ver com EXCLUSIVADE?

Não é assim a tatuagem. Não é exclusiva. Por isso não pode ser biblicamente aceita. Ainda dissemos que o irmão mesmo provou por A mais B que “Em cada cultura, a tatuagem toma um significado diferente. Em algumas era sinal de coragem, em outras, reverência aos mortos, adoração a deuses, misticismo, distinção entre criminosos e corretos, etc”. Logo, ela não é exclusiva.

Abandonemos, pois, a tatuagem com desculpas esfarrapadas, dizendo que deixar de aceitá-la é sinal de preconceito, de tradição, disso ou daquilo. São meras desculpas. Fazemos nossas as palavras do pastor Ciro Zibordi e sugerimos a leitura de seu texto: Infelizmente, hoje em dia, tudo é preconceito. É uma grande desculpa, hoje em dia, para se tolerar o que não agrada a Deus! Ser contra o erro, o pecado, a imoralidade, ao que causa danos à saúde e à vida espiritual é ser preconceituoso? (ZIBORDI, Ciro Sanches. Música pesada na casa de Deus? Disponível em http://cirozibordi.blogspot.com/2008/06/debate-o-heavy-metal-apropriado-para-se.html Data de publicação: 9.6.2008. Acessado em 13.1.2010).

Ela não é bíblica; e ponto!

Alguns que opinaram o texto circulado na grande rede concordaram com a postagem. Dissemos que esses precisam também rever seus conceitos, a fim de renunciarem a si mesmos, tomarem a cada dia sua cruz e seguirem o Mestre!

Quando lhe escrevemos, o blogueiro chegou a comparar a tatuagem a certos ritmos musicais que ele, enganado, acha serem certos. Demos prosseguimento à nossa defesa.

Pode-se, sim, até pensar que se tatuar é tão cultural quanto apreciar rock, samba, MPB. Mas e daí? Em que isso é relevante para a discussão? O Evangelho continuar inalterável! Da mesma forma que não devemos nos apropriar do rock, samba, MPB para o louvor a Deus em Sua casa, não devemos nos tatuar. Isso por quê? Por uma única razão: o que fazemos para Deus realizemos com exclusividade, SE QUISERMOS QUE DEUS RECEBA NOSSA OFERTA COMO CHEIRO SUAVE! Lembremo-nos de que Ele não tem o culpado por inocente (Ex 34.7; Nm 14.18; Na 1.3)!

Asseveramos que a Bíblia condena, sim, a tatuagem da forma como ele acha ou "crê" que Deus se alegra ao ver alguém usando uma. Basta entender que tatuagens não são exclusivas para “louvor” a Deus, mas existem para diversas finalidades, sobretudo por vaidade e estética nesses últimos dias da Igreja na terra. O fato de tatuagem não ser exclusiva para o SENHOR já é uma condenação, uma reprovação, pois está ligada ao que há no mundo (1Jo 2.15) e à não-exclusividade, ao contrário do que Deus exige dos Seus servos. Temos que renunciar aos nossos gostos para seguir o Mestre (Mt 16.24)! Glória a Deus!

Não é preciso haver um versículo para a tatuagem estar condenada. Basta saber que ela não Lhe é exclusiva. E o que oferecemos ao SENHOR deve ser unicamente para Ele!

Porém, podemos citar algumas passagens que reforçam isso. Paulo disse em 1 Co 6.12 e 10.23: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma; Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. Além disso, o mesmo apóstolo norteia em Fp 4.8: Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

Entendemos que, a partir disso, algumas perguntas devem ser feitas acerca do uso de tatuagem (com ou sem mensagens "cristãs"): é conveniente?, é edificante?, é pura?, possui virtude? é de boa fama?, é amável?, traz louvor a Deus? etc.

Antes de continuar, se alguma resposta a essas questões (baseadas nos versículos por último citados) for não, ISSO JÁ SERÁ MAIS QUE SUFICIENTE PARA A BÍBLIA CONDENAR A TATUAGEM outra vez, isto é, além da falta de exclusividade.

Utilizemos apenas uma pergunta delas: é de boa fama? Sem dúvida, o próprio texto do autor responde a essa interrogação. Como a resposta é negativa, não é nem para nisso pensar, segundo a orientação bíblica (Fp 4.8 in fine), quanto mais usar uma!

Temos aqui duas proibições da Bíblia à tatuagem: não tem boa fama nem é exclusiva ao Senhor. Sem falar nas outras perguntas acima mencionadas...

Embora nas Santas Letras não haja a palavra "trindade" ou “onisciência” e “onipresença”, não podemos dizer que o Senhor não é trino, onisciente ou onipresente. Dessa forma, há verdades na Bíblia extraídas de seus princípios, valores e mandamentos. Uma delas é esta que estamos a defender: a de que a Bíblia não aprova que os verdadeiros servos do Senhor Jesus façam uso de tatuagem.

O irmão que defendia a tatuagem passou a mudar de assunto, sem falar que não respondeu biblicamente a nossos questionamentos.

LOUVOR

É a Bíblia quem diz que certos ritmos não devem ser usados para adorar a Deus. Precisamos ler Levítico e o comparar com Hebreus, especialmente os capítulos 3 e 23 daquele com o 13 desse. Se alguém quiser usar ritmos usados por aí a fora achando que está a adorar a Deus, pode fazê-lo. Mas que saiba que isso para Deus é nada. É sacrifício de tolo. Pode ser dura essa palavra, todavia é o que a Bíblia mostrar serem esses estilos musicais. Voltamos a dizer que AQUILO QUE OFERECEMOS A DEUS DEVE SER EXCLUSIVO. O rock não é, o samba não é, Mpb não é, forró não é.

Música sacra é. A maior parte do que vemos aqui, ali e acolá não.

O defensor da tatuagem e agora de qualquer ritmo como louvor a Deus tentou nos encostar na parede, perguntando sobre um tal de batidinho na AD, denominação a que pertenço. Respondemos que não sabemos de que “batidinho” o irmão fala. Somos da AD, mas não o conhecemos. Mesmo que haja, se estiver fora do padrão bíblico, pode ter certeza que, quando temos oportunidade para combater erros (como o estilo musical dos vídeos; nada mais absurdo), não nos esquivamos disso.

Aliás, é preciso lembrarmo-nos de que Jesus disse que muitos viriam no nome dEle, que enganariam a muitos, que muitos O chamariam de Senhor, mas que Ele não os conheceria (Mt 24). Muitos são chamados; porém poucos escolhidos. Além disso, sabemos que adotar esses estilos musicais, seja na Igreja, seja na “evangelização” (não sabemos que evangelização é essa que é mister se fazer igual ao perdido para alcançá-lo; os que pensam ser assim que se evangeliza devem ter lido na Bíblia que Jesus se tornou em fariseu para falar a Nicodemos (Jo 3); ou em samaritano à mulher samaritana (Jo 4); ou em publicano a Zaqueu (Lc 19); ou em doutor da lei ao doutor da lei (Lc 10); em adúltero à mulher adúltera (Jo 8); para esses, se Jesus hoje estivesse na forma de homem, seria pagodeiro, rockeiro, cantor sertanejo, rapper etc para ganhar seus grupos) não é o padrão bíblico, posto que não se entra num prostíbulo para evangelizar prostitutas, ou não se monta carro alegórico para se ganhar folião em carnaval.

Amados irmãos, não caiamos na apostasia desses últimos dias da Igreja, achando que tudo é de Deus só por causa da letra, do objetivo. As coisas para Deus são SÓ para Ele. É urgente pedirmos mais discernimento.

Reconhecemos que o Espírito Santo age como Ele quer e não foge ao modo bíblico, que, no que diz respeito a nossas ofertas ao Senhor, ensina Sua exigência de exclusividade.

A exclusividade de nossa oferta a Deus é bíblica e irrefutável. Façamos uma bem rápida inserção no Velho Testamento: Deus não aceitava animal defeituoso, manchado como oferta pacífica (Lv 3.1, 6), a qual ainda permanece (Hb 13.15, 16). Por que Ele teria de aceitar (conforme o autor e os rapazes de uma banda “cristã” de Death Metal (Metal da morte, tradução nossa) acham) como oferta de gratidão um louvor, cujo ritmo possua manchas, tenha defeitos, ou seja, de novo, não seja exclusivo para Ele?!

Precisamos ser bem ingênuos para crer nisso. Como os próprios integrantes da banda disseram, não está o estilo musical tocado por eles ligado ao satanismo? Isso é mancha! Defeito! Deus não recebe. Pode ser a letra mais bíblica que for, Deus não recebe! A não ser que o Eterno Deus contrarie Sua Palavra.

Aconselhamos que o querido não tentasse provar o contrário. Que apenas aceitasse a Bíblia, pois ela é fiel!

A exclusividade é tão séria que certas conversas que podemos vir a ter devem ser por nós evitadas, se quisermos agradar ao Pai. Leia agora 1Co 15.33 e depois 1Co 10.31.

Tudo que fazemos deve ser para a glória de Deus, para Seu louvor! Glória a Deus! Bendito seja o nome do Senhor Jesus! Não é a nossa vontade que deve prevalecer, mas a dEle! Isso é exclusividade, que serve para o louvor e para o corpo, que não pode aceitar tatuagem (senão no caso de quem se converteu já com alguma(s)), afinal diz Paulo que nossa adoração deve ser também por meio do corpo, no sentido de não lhe causarmos defeito (1Co 6.20).

O irmão veio então com uma comparação no mínimo esquisita, perguntando: já que Deus quer exclusividade, o papel que usamos para as coisas, inclusive para a impressão da Bíblia, é pecaminoso. Procuramos lhe responder: de onde você tirou a ideia de que o papel é pecaminoso? A Bíblia diz que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Rm 3.23). Ela diz TODOS, e não TUDO. Todos é um pronome indefinido, que nesse caso engloba a totalidade dos seres humanos. Tudo é também dessa classe gramatical, mas não é o que a Bíblia diz. Se você vier com a ideia de que papel vem da árvore, essa pecou e, por isso, o papel, vamos ter que pedir para você meditar em Sl 150.6.

Uma vez mais dizemos: deixemos essa ideia de que tatuagem e qualquer ritmo servem para louvor a Deus. Fiquemos com a Palavra. Ela é viva e eficaz (Hb 4.12)! Vamos abrir mão do que gostamos para ficar com o que o Senhor gosta em nome de Jesus!

Daí tivemos que dizer ao irmão que o que é escrito sem esforço é lido sem prazer e que escrevemos para comunicar, posto que ele nos pediu para escrever menos.

Dissemos: o irmão sabe ler mesmo? Vemos que o amado extrai da leitura apenas o que lhe apraz, como os comentários elogiosos que nos precederam. Atitude triste! (Pela misericórdia de Deus, somos professores de português e podemos lhe dar algumas orientações para melhorar sua leitura.)

Um ótimo exemplo de música exclusiva a Deus é  a música sacra.

Algumas perguntas para refletirmos:


  1. O rock é de boa fama?
  2. Como sabemos, Davi, tocada sua harpa, expulsava demônio. Será que o Death Metal é capaz de expulsar demônio? Ou está a os atrair mais?
  3. O que é cântico novo?
  4. Quais as características da música sacra?
  5. Se na igreja for permitido tocar qualquer ritmo musical, onde estão os ritmos profanos?
  6. Você sabe a diferença entre sacro e profano?
  7. De que modo afirmar que existem ritmos profanos se todos (ou como se acha certo: o rock, o heavy metal, o samba, a MPB; e talvez o rap, o raggae, o soul, o forró, o folk, o funk, o blues, o electro, o lundu, o maxixe, o rythem blues, o jazz, o baião, o cateretê, o regtime, o bluegrass) estão destinados ao louvor?
  8. Por que o louvor é um sacrifício?
  9. Como deve ser realizado um sacrifício a Deus atualmente?


Respondamos biblicamente a essas perguntas. Por favor, fiquemos com a Bíblia, e não com certos autores que querem mais é vender e agradar ao próprio umbigo do que louvar a Deus!

Não nos enganemos achando que aberrações usadas na obra são boas! Procuremos aprender as origens do que oferecemos a Deus. Alguns ritmos se originaram no candomblé, outros para louvor ao diabo, para a lascívia, para o entretenimento. Entender isso não é encapetar as coias, mas é discerni-las espiritualmente. Assim rock é profano, funk é profano, samba é profano etc. Não servem de louvor a Deus. NÃO SERVEM! (Sugerimos a leitura do texto Hino – somente quando é para Deus).
Por fim, fomos proibidos de comentar o artigo do irmão.

Não tapemos a realidade com nosso entendimento: tatuagem e quase todos os ritmos não servem para um cristão louvar e adorar a Deus! Mas deixemos que a Bíblia clareie nossa mente com Suas realidades e verdades. Amém!

QUAL A FONTE RELIGIOSA DOS ADVENTISTAS


Um problema sério a considerar, antes de entrar no mérito da questão, é indagar onde está a fonte de autoridade de um adventista. É muito bonito ler de alguém que argumenta sobre a autoridade da Bíblia com certa empáfia, soberba como se realmente a sua fonte de autoridade religiosa estivesse apoiada na Bíblia o que, entretanto, não corresponde à realidade dos fatos. E afirmo que isso não é declaração caluniosa, falsa, pecaminosa. Passemos então a considerar os fatos:


TRÊS TEORIAS SOBRE FONTE DE AUTORIDADE RELIGIOSA 

Existem três teorias sobre fonte de autoridade religiosa: a primeira é que o princípio de autoridade está na organização ou na Igreja (catolicismo); a segunda admite que a fonte de autoridade está no homem (racionalismo ou misticismo); a terceira é que Deus falou através de seu Filho Jesus Cristo, cujo registro infalível está na Bíblia (Hb 1.1-2). (O Caos das Seitas, p. 288, 1ª edição, 1970).
Em qual situação se coloca o adventismo? O adventismo vale-se da Bíblia, mas a atribuem aos escritos de Ellen Gould White o mesmo grau de inspiração dos escritores bíblicos. E isso é uma marca das seitas.

Acerca da Bíblia lemos, “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21).

Define-se como seita uma organização religiosa cujos ensinos repousam sobre a autoridade de um líder espiritual cujos escritos são vistos como sendo de valor igual ou superior a Bíblia e cujos ensinos estão em oposição às doutrinas bíblicas do cristianismo histórico. O problema central dessa definição de seita é que o líder “possui autoridade igual ou superior à Bíblia”. O líder ou a líder é visto como “profeta” ou “profetiza”. Desde que esse profeta ou profetiza é visto como canal de comunicação de Deus com os homens, os seus ensinos são tidos de autoridade inquestionável – são dogmas. A questão fundamental, quando tratamos com os sectários, é descobrir quem é o porta-voz deles. Enquanto os filhos de Deus têm a Bíblia como seu padrão exclusivo de fé e conduta, por meio da qual se decidem todas as questões religiosas, o sectário olha para os escritos do seu profeta ou profetiza.

O ADVENTISMO É UMA SEITA

À luz da definição da palavra seita, fica abundantemente claro que o adventismo do sétimo dia é uma seita e não uma igreja cristã ou uma denominação evangélica. A autoridade religiosa do adventismo do sétimo dia repousa sobre os escritos de Ellen Gould White, tida como a “mensageira do Senhor”. Ela é base da autoridade religiosa dos adventistas. “Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de seus servos e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos TESTEMUNHOS DO SEU ESPÍRITO. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao seu povo a respeito de sua vontade e da conduta que este deve ter”(Testemunhos Seletos. vol. II. pág. 276, 2ª edição, 1956). O maiúsculo é nosso.
Assim – pode-se afirmar que a fonte de autoridade adventista repousa sobre três palavras: ELLEN GOULD WHITE. 

JOSEPH SMITH E ELLEN GOULD WHITE

Fazendo um paralelo entre Ellen Gould White e Joseph Smith, em reclamar sua condição de profeta, afirma ele, textualmente, “Se qualquer pessoa me perguntar se eu sou um profeta, não o negarei, já que estaria mentindo se o fizesse; pois, segundo João, o testemunho de Jesus é o espírito de profecia. Portanto, se declaro ser testemunha ou mestre, e não tenho o espírito de profecia, que é o testemunho de Jesus, sou uma falsa testemunha; porém, se sou um mestre ou testemunha verdadeira, devo ter o espírito de profecia, e isso é o que constitui um profeta” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith , pág. 263). O grifo é nosso.

Joseph Smith, para se colocar como profeta, alega ter tido várias visões. A primeira delas, a mais importante, foi sobre a apostasia geral do cristianismo, quando Jesus lhe advertiu para “não se juntar a nenhuma igreja, pois todas estavam erradas e seus credos eram uma abominação a vista de Deus”. Foi avisado por Jesus para abrir uma nova igreja a que deu o título pomposo de Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (A Pérola de Grande Valor, pág. 56-57; 3 Néfi 27.8).
Os adventistas reivindicam para a sua profetiza autoridade religiosa igual à reivindicada por Joseph Smith Jr. dentro do mormonismo.

PARALELO ENTRE MARIA E EGW

Dentro do catolicismo existe um estudo teológico sobre Maria denominado Mariologia. Nos seminários adventistas existe uma matéria de estudo específico sobre ela. A apostila se denomina“Orientação Profética no Movimento Adventista”. A autoridade religiosa dela em livros, revistas da Escola Sabatina é tão grande que nem mesmo os escritores bíblicos alcançaram tamanha autoridade religiosa. Os comentários da revista da Escola Sabatina são feitos com transcrições dos livros dela. Da mesma forma como os católicos aceitam o dogma da autoridade Papal. Para alguém se tornar membro da Igreja Adventista é mister aceitar a infalibilidade de sua fundadora Ellen G. White. E não se diga que a comparação é absurda. Não pode alguém batizar-se na Igreja Adventista do Sétimo Dia senão aceitar que Ellen G. White tem inspiração divina igual a dos escritores bíblicos(Revista Adventista. Fev 84, pág. 37).

CANDIDATOS AO BATISMO

Na ficha de “Informações Sobre os Candidatos ao Batismo”, além dos dados pessoais do batizando, a pergunta de nº 18 registra:
“Crê no Espírito de Profecia? ____ Quantos livros já leu? ____ “.
Outra declaração comprometedora sobre sua infalibilidade:
“Por que Alguns Deixam de Ser Beneficiados pelo Espírito de Profecia”:
1. ...
2. ...
3. ...
4. O deixar de apreender a verdadeira natureza de seus escritosquanto à inspiração e a infalibilidade”. (Orientação Profética No Movimento Adventista, pág. 157)

Sem qualquer constrangimento afirmam:
“Ao passo que, apesar de nós desprezarmos o pensamento dos pioneiros, nós aceitamos como regra de fé a Revelação – Velho Testamento; Novo Testamento e Espírito de Profecia” (A Sacudidura e os 144.000, pág. 117).

AUTORIDADE DE PROFETISA

Disse ela: “Minha missão abrange a obra de um profeta, mas não termina aí” (Orientação Profética no Movimento Adventista, pág. 106). 
“Os livros do ‘Espírito de Profecia’ e também os ‘Testemunhos’, devem ser introduzidos em toda família observadora do sábado; e os irmãos devem conhecer-lhes o valor e ser impelidos a lê-los” (Testemunhos Seletos. vol. II, pág. 291). O grifo é nosso.
“Não são só os que abertamente rejeitam os Testemunhos ou que alimentam dúvidas a seu respeito, que se encontram em terreno perigoso. Desconsiderar a luz equivale a rejeitá-la” (Testemunhos Seletos. vol. II, pág. 290).
“Disse o meu anjo assistente. ‘ Ai de quem mover um bloco ou mexer num alfinete dessas mensagens. A verdadeira compreensão dessas mensagens é de vital importância. O destino das almas depende da maneira em que forem elas recebidas” (Primeiros Escritos, pág. 258). O grifo é nosso.

“Quanto mais o eu for exaltado, tanto mais diminuirá a fé nos Testemunhos do Espírito de Deus... Os que têm confiança posta em si mesmos, hão de reconhecer sempre menos a Deus nos Testemunhos dados pelo Seu Espírito” (Ibidem 292).

“Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de Seus Profetas e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos Testemunhos do Seu Espírito. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao Seu povo a respeito de Sua vontade e da conduta que este deve ter” (Testemunhos Seletos, vol. II pág. 276, 2ª edição, 1956).
No texto de Hb 1.1. onde consta, “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”, é mudado para indicar que hoje já não fala pelo mesmo meio, seu Filho Jesus Cristo, mas nos fala hoje de modo diferente, ou seja, pelos escritos de Ellen G. White. Deste modo, não devemos mais consultar a Bíblia quando quisermos ouvir a voz de Deus, mas devemos procurar entender Deus falar pelos escritos dela. Preferia que a chamassem de ‘A mensageira do Senhor’” (Review and Herald, 26 de julho de 1906).

AUTORIDADE RECONHECIDA 

Dizem os adventistas:
“CREMOS QUE:... Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação para os Adventistas do Sétimo Dia ...
NEGAMOS QUE: A qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas. (Revista Adventista, fev. 1984, pág. 37).

O que está dito pela Igreja Adventista do Sétimo Dia é muito sério. Afirmar que a autoridade dos escritos de Ellen G. White quanto à inspiração é igual a dos escritores da Bíblia, é chamá-los de infalíveis. Podemos escolher entre ler os escritos, por exemplo, de Paulo, através de suas epístolas numa das quais ele afirma: “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor” (1 Co 14.37) ou ler os escritos de Ellen G. White, acerca dos quais está escrito: “Embora os profetas da antigüidade fossem humanos, a mente divina e a vontade de um Deus infalível, estão suficientemente representadas na Bíblia. E o mesmo Deus fala por meio dos escritos do espírito de profecia. Estes livros inspirados, tais como O Desejado de Todas as Nações, O Conflito dos Séculos e Patriarcas e Profetas, são certamente revelações divinas da verdade sobre as quais deveríamos depender completamente” (Orientação Profética No Movimento Adventista, pág. 45). O grifo é nosso.

Ela ainda diz que “os livros do ‘Espírito de Profecia’ e também os‘Testemunhos’, devem ser introduzidos em toda família observadora do sábado; e os irmãos devem conhecer-lhes o valor e ser impelidos a lê-los” (Testemunhos Seletos, vol. II, pág. 291) (o grifo é nosso)

Duvidar de seus escritos é estar em trevas (Testemunhos Seletos, vol. II, pág. 291) e a compreensão de seus escritos decidirá o destino das almas (Primeiros Escritos, p. 258).
Imaginem os sabatistas reconhecendo a autoridade de EGW e terem de obedecer ao seguinte mandamento dela:
“Em resposta a indagações quanto à conveniência de casamento entre jovens cristãos de raças branca e preta, direi que nos princípios de minha obra esta pergunta me foi apresentada, e o esclarecimento que me foi dado da parte do Senhor foi que esse passo não devia ser dado; pois é certo criar discussão e confusão... Que o irmão de cor se case com uma irmã de corque seja digna, que ame a Deus e guarde os Seus mandamentos. Que a irmã branca que pensa em unir-se em matrimônio a um irmão de côr se recuse a dar tal passo, pois o Senhor não está dirigindo nessa direção” (Mensagens Escolhidas, vol. II, pág. 344).

A QUESTÃO DO SÁBADO NA VISÃO DE EGW

1. Os adventistas declaram que a equação: sábado = justificação pelas obras, atribuída aos observadores do Sábado, é falsa, caluniosa e pecaminosa (por ser mentira) espero que já tenham modificado tais alegações em sua literatura, se é que realmente amam a verdade e se batem pela mais elevada ética cristã.
Veja, você leitor, como os sectaristas pisam sobre a dignidade dos seus opositores. Não andarem conforme sua cartilha, são tidos como desonestos. Vejamos o que declarou Ellen G. White sobre a guarda do sábado:

“Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna”(Testemunhos Seletos, vol. III, p. 23 – 2ª edição, 1956).

Se uma citação não bastar, pois poderiam afirmar que somos injustos em tirar um texto fora do contexto, temos outras ainda em seus escritos. Escreve Ellen no livro O Conflito dos Séculos: “O sábado será a pedra de toque da lealdade: pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, traçar-se-á a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não o servem” (pág. 611, Ellen Gould White. Casa Publicadora Brasileira. 1971).

Nem mesmo o cancelamento dos pecados como afirma as Escrituras (1 Jo 1.7,9), têm certeza os sabatistas se não se viverem em harmonia com a lei de Deus, o que implica naturalmente, para eles, a guarda do sábado.

Eis o que ela declara no livro O Conflito dos Séculos:

“.... verificando-se estar o seu caráter em harmonia com a Lei de Deus, seus pecados serão riscados, e eles próprios havidos por dignos de vida eterna” (pág. 487, CPB-1971).

Será que isso é “citação desonesta de trechos isolados?” É difícil aceitar que líderes da guarda do sábado desconhecessem essas declarações de sua profetisa? E isso não é uma opinião isolada. Os supostos guardadores do sábado, raciocinam assim: o sábado não implica em justificação pelas obras, mas quem não guarda o sábado e crê que o domingo como “dia do Senhor” (Ap 1.10), tem o sinal da besta e será atormentado para sempre (Ap 14.9-11).

Enquanto isso, Paulo escreveu treze epístolas e em nenhuma delas recomendou, como necessário para a salvação, a guarda do sábado. Pelo contrário, combateu aqueles que guardavam dias para se justificar diante de Deus, afirmando que temia pela salvação deles, pois estavam aceitando outro evangelho.

“Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias (sábados), e meses (luas novas), e tempos, e anos (festas anuais). Receio de vós, que não haja trabalhando em vão para convosco” (Gl 4.9-11).

Também em Cl 2.16-17 Paulo declara, “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados. Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo”. E saiba que a palavra ‘sábados’ se refere ao sábado semanal.















* título original: “Uma carta não respondida” - (Esta matéria é de autoria do Pr. Natanael Rinaldi – numa resposta ao adventista, Azenilto Brito).

Toda a Escritura é inspirada por Deus

Um estudo em 2 Timóteo 3.14-17


Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.

1. INTRODUÇÃO 
Os versos 10-17 de 2Timóteo 3 formam um único parágrafo, subdividido em duas partes: v.10-13 e v.14-17. Cada uma dessas partes inicia-se com a partícula adversativa  συ δε su de, “tu porém”. Há assim um nítido contraste entre aquilo que Paulo descreveu sobre os falsos mestres (v.1-9), e sua orientação a Timóteo (v.10-17). Os falsos mestres naufragaram na fé (1Tm 1.19). Mas o jovem Timóteo deve continuar na fé. 

Observa-se ainda que cada uma das partes do parágrafo em questão tem uma temática: na primeira (v.10-13), Paulo exorta Timóteo a seguir seu exemplo, enquanto que na segunda parte (v.14-17) o apóstolo convoca o jovem presbítero a continuar firme nas Escrituras. Há uma lição aqui: antes de Timóteo olhar para a Palavra de Deus, ele deve o olhar ao exemplo do homem de Deus. Como se diz, nós, cristãos, somos uma Bíblia viva. Antes de pedirmos para as pessoas olharem aos valores das Escrituras, nós mesmos devemos transpirar esses valores mediante o nosso exemplo de vida. 
Nosso estudo se concentra nos versos 14-17. Vejamos então o que a Palavra de Deus nos ensina nesses versículos.

2. ANÁLISE
V.14
“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado...”. Timóteo não só aprendeu das Escrituras, mas foi também “inteirado”. Este termo, πιστοω pistoo, aqui significa “ser firmemente persuadido de”, dando o sentido de convencimento. “Note que aprender não basta. O que se aprendeu deve ser aplicado pelo Espírito Santo ao coração, para que também se chegue ao convencimento, com uma convicção que transforme a vida.” 1 

Paulo alista duas razões porque Timóteo precisava permanecer na fé. A primeira é: “sabendo de quem o aprendeste”. De quem Timóteo aprendeu? Certamente de sua avó Lóide e de sua mãe Eunice (2Tm 1.5), as quais ensinaram Timóteo “desde a infância”. Não só elas, mas também Paulo contribuiu para a edificação da fé do jovem presbítero (v.10; cf. 1.13; 2.2).
V.15
A segunda razão porque Timóteo precisava permanecer na fé é que, “desde a infância”, ele conhecia “as sagradas letras”. Timóteo era uma ilustração de Pv 22.6. Foi instruído na Palavra, desde pequeno. E agora, é instado por Paulo a continuar nessa fé. No AT aprendemos que era dever dos pais contar aos filhos os grandes feitos de Deus na história de Israel (Dt 6.1-4). A páscoa era uma celebração caseira, através da qual se ritualizava aquela noite em que Deus libertou seu povo da terra da escravidão. Assim, o êxodo deveria ser lembrado por todas as gerações de israelitas (veja Ex 12). Infelizmente hoje é cada vez menor o número de pais que transmitem os valores cristãos aos filhos. Os pais deveriam se espelhar no exemplo de Eunice, mãe de Timóteo.
   
“A expressão que podem fazer-te sábio, que talvez reflete o uso da LXX no Salmo 19:7 (“dá sabedoria aos simples”), contrasta com a ‘insensatez’ e com os ‘enganos’ dos falsos mestres (vv.9,13).” 2 É através das Escrituras que alcançamos a maturidade e sabedoria necessárias para uma vida cristã autêntica. Quando ignoramos os valores da Palavra de Deus nos enveredamos por um caminho de insensatez, no qual o fim certamente é a morte.
V.16
“Toda a Escritura é inspirada por Deus”. Alguns comentaristas seguem a tradução da Vulgata: “Toda Escritura, inspirada por Deus, é útil.” Essa tradução tem uma implicação: nem toda a Escritura é útil, mas somente aquela que foi inspirada por Deus. Assim, somente algumas partes da Escritura teriam sido inspiradas. Entretanto, a melhor construção gramatical é aquela que considera o termo “inspirada” não como um atributivo, mas como predicativo do sujeito γραφη graphe, “Escritura”.3  “Inspirada”, como o termo “útil”, é um adjetivo de “Escritura”. Entre esses dois adjetivos existe um conetivo “e” (grego kai), o que significa que  “Paulo está afirmando duas verdades sobre a Escritura, a saber: que ela é inspirada e que ela é útil, não somente uma dessas duas coisas”.  Portanto, o texto está afirmando a inspiração plenária das Escrituras, ou seja, cada uma das partes da Palavra provém do sopro de Deus, e tem autoridade definitiva sobre a nossa conduta e fé. 

“Inspirada por Deus”. No grego, trata-se de uma única palavra: θεοπνευστος  theopneustos, composta por duas outras palavras: theos (“Deus”) e pneo (“respirar”). A príncipio, parece que o termo não tem haver com inspiração, mas expiração, pois literalmente significa “soprado por Deus”; assim, “‘aspiração’ ou mesmo ‘expiração’ exprimiria com maior exatidão o sentido do adjetivo grego5. Mas a explicação abaixo elucita melhor isso:
"Mesmo que pudesse ser demonstrado que a ideia ativa de Deus soprando seu fôlego nas Escrituras é preferível, nada impediria que houvesse uma forte visão da inspiração, contando que essa inspiração ocorresse de uma vez por todas no momento da redação do texto. A ideia principal então seria que graphe é um termo totalmente permeiado pelo sopro divino.” ;6
Paulo continua sua argumentação, dizendo que, além de inspirada, a Escritura é “útil...”. Esta palavra é a tradução de ωφελιμος ophelimos, “lucrativo” . Este termo grego provém de opheleo, “proveitoso”, “benéfico”. “Um paralelo significativo é encontrado em Hebreus 4.2, onde as boas novas não ‘beneficiaram’ ou ‘foram proveitosas’ para os que as ouviram, porque a mensagem não encontrou fé por parte dos ouvintes.”8

Portanto, a Escritura tem autoridade divina (inspirada) e beneficia aqueles que a leem com fé (útil). A partir disso, podemos perceber quatro objetivos da Escritura: 

A Escritura é inspirada e útil “para o ensino”. Atentemos para o termo 
διδασκαλια  didaskalia, “ensino”. A Escritura tem autoridade divina para reger nosso ensino e doutrina. Ela é a nossa única regra de fé e prática. Nas epístolas pastorais, Paulo preocupava-se com a falsa doutrina que se infiltrava na Igreja (1Tm 1.3), e convocou tanto Timóteo como Tito a zelarem pelo ensino e sã doutrina (1Tm 1.10; 4.13; 5.17; Tt 2.1). 

A Escritura é inspirada e útil “para a repreensão”. A palavra grega 
ελεγχος elegchos “repreensão” alude à “verificação, pela qual algo é provado ou testado” .  Em Mt 18.15 e 1Tm 5.20 o mesmo termo é usado, sugerindo arguição ou convencimento a respeito do pecado. Essa deveria ser nossa postura com a Bíblia: quando confrontados com a Palavra, somos provados e verificados a tal ponto que, caso haja em nós algo que desabone a vontade de Deus, somos convencidos do erro. Mas não somente nosso pecado é confrontado. O texto continua:

A Escritura é inspirada e útil “para a correção”. O termo aqui (
επανορθωσις  epanorthosis) denota “restauração a um estado correto”. “Se repreensão enfatiza o aspecto negativo da obra pastoral, a correçãoenfatiza o lado positivo. O pecador deve não só ser advertido a abandonar a vereda errada, mas ser também guiado na vereda certa ou reta (Dn 12.3). Isto também ‘toda Escritua’ é capaz de fazer.” 10

A Escritura é inspirada e útil “para a educação na justiça”. O termo 
παιδεια paideia tem um sentido muito rico. Pode ser traduzido por “instrução”; “disciplina”, como em 2.25 e Ef 6.4. Para alguns comentaristas, “corresponde a ‘corrigir’, em seu aspecto positivo”11 . Mas em Tt 2.11-14 paideia ganha o sentido de treinamento para uma vida santa e reta. A “justiça”, pois, teria o sentido de “boas obras”, como em 2.21-22. Isso ficará mais explícito no verso 17. 

Portanto, as Escrituas são o nosso manual de doutrina (“para o ensino”); Ela examina se há em nossa vida algum pecado (“para repreender”), nos dirige a um caminho reto (“para a correção restaura um”), e nos prepara para vivermos a vida marcada por um caráter segundo o coração de Deus (“para a educação na justiça”).

V.17
“a fim de que o homem de Deus seja perfeito”. O homem de Deus, aqui nas epístolas a Timóteo, é uma referência ao ministro do evangelho (1Tm 6.11), mas por extensão pode ser aplicado aos cristãos em geral. A palavra αρτιος artios, “perfeito”, alude a algo completo, da mesma forma que εξαρτιζω exartizo, “perfeitamente habilitado”. A Escritura vai trabalhando em nossa vida de tal forma que nosso caráter vai sendo completado com a perfeição que existe em Cristo, e assim, como Cristo, estaremos preparados “para toda boa obra” (1Tm 5.10; 2Tm 2.21; Tt 3.1). O Espírito Santo “não se satisfaz enquanto a Palavra de Deus não cumprir plenamente sua missão e o crente não tiver alcançado a ‘medida da estatura da plenitude de Cristo’ (Ef 4.12,13)”.  12

Por vezes ouvimos crentes dizendo que não estão preparados para realizarem alguma coisa em prol do Evangelho. Entretando, a Escritura desafia todos os crentes a estarem preparados para a execução das boas obras. Há outros que, quando indagados por um descrente sobre a fé, dizem não saber, e que vão procurar resposta com o pastor. Está mais que na hora de tais cristãos se conscientizarem da necessidade que têm de amadurecimento, através da “espada de dois gumes”, que é a Palavra de Deus.

3. CONCLUSÃO

Paulo desafiou Timóteo a permanecer na fé. Ele insistiu “na lealdade de Timóteo à sua vocação ministerial, ao próprio Paulo e a Cristo e seu evangelho, incluindo o ensino das Escrituras. Timóteo deve permanecer leal a despeito do sofrimento e em face da oposição.” 13

Timóteo deveria manter fidelidade ao ensino de Paulo. Tal ensino tinha autoridade divina. Assim também, em face de tantos ventos de doutrinas atuais, precisamos renovar nosso compromisso com a Palavra de Deus. Não se trata de um compromisso somente com uma verdade objetiva, mas com uma verdade que transforma nossa conduta e nos prepara para vivemos uma vida justa em meio a uma sociedade corrupta.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

DÍZIMOS NO NOVO TESTAMENTO


Um dos assuntos bíblicos que mais dividem opiniões diz respeito aos dízimos. Alguns defendem a validade desta doutrina bíblica no nosso contexto histórico; outros condenam essa validade afirmando ser esta uma doutrina de tempos passados. Mas o que significa a palavra “dízimo”? A palavra hebraica para dízimo é “ma’aser”, e significa literalmente “a décima parte”, ou seja, é a décima parte de alguma coisa. No contexto escriturístico, dizimo é a colaboração financeira que Deus vindica de nós, seus servos, para que sejam supridas as necessidades financeiras da sua obra na terra.

Os dízimos no Novo Testamento

Sabemos que no Antigo Testamento todas as tribos de Israel deveriam trazer os seus dízimos à casa do tesouro (v. Ml 3.10). A dúvida de muitos é quanto aos dízimos no Novo Testamento. Há muitos que afirmam não haver apoio bíblico para esta doutrina no Novo Testamento, o que é um conceito totalmente equivocado. Na verdade existe apoio escriturístico para o dízimo no Novo Testamento. Um dos tais apoios encontra-se em Mt 23.23, onde lemos:
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas” (Mt 23.23).

Note que no texto citado o Senhor Jesus diz: “e não omitir aquelas”, referindo-se, assim, à necessidade de continuarem dando os seus dízimos. Se o dízimo fosse abolido no Novo Testamento por Jesus, ele simplesmente teria dito: “devíeis, porém, fazer essas coisas e omitir aquelas”.Entendemos, então, que o próprio Jesus ratificou a doutrina do dízimo em seus ensinamentos, os quais se referiam aos princípios do reino dos céus (v. Lc 16.16).

Outra prova bíblica da validade da doutrina do dízimo em nossos dias está registrada na Carta aos Hebreus, onde lemos que Melquisedeque, tendo tomado os dízimos de Abraão e sendo um tipo de Cristo, nos foi dado como prova de que no atual sacerdócio, o sacerdócio de Cristo, que é segundo a ordem de Melquisedeque, os dízimos continuam em vigor para que continue havendo mantimento na Casa de Deus, afinal as necessidades financeiras da obra de Deus não foram abolidas.


FONTE:http://viagempelasescrituras.blogspot.com